01/06/2015

Lição 10 – Jesus e o dinheiro

Escola Bíblica Dominical Ass. de Deus Ministério Despertando Vidas
2º trimestre de 2015 –
Jesus, o Homem Perfeito. O Evangelho de Lucas, o médico amado

Lição 10 – Jesus e o dinheiro

Orientação Pedagógica
          Prezado professor, para o especialista em Psicologia Educacional, David Ausebel, o conhecimento prévio do aluno é a chave para a aprendizagem significativa: "O fator isolado mais importante que influencia o aprendizado é aquilo que o aprendiz já conhece". E ainda complementa: “A concepção de ensino e aprendizagem de Ausubel segue na linha oposta à dos behavioristas. Para ele, aprender significativamente é ampliar e reconfigurar ideias já existentes na estrutura mental e com isso ser capaz de relacionar e acessar novos conteúdos."
          Busque orientar seus alunos, procure mediar o conhecimento que eles já tem e trazem para sala de aula!
          Ao final deste post, estaremos esclarecendo os itens de um plano de aula.

Introdução:
          Sempre quando se fala sobre dinheiro aparece um ou outro que acaba ficando em cima do muro preferindo não optar ou posicionar-se sobre o assunto na vida do crente ou na vida da igreja.
          Apesar de observarmos alguns focando mais as riquezas do que o Reino. Precisamos entender que o dinheiro não deve tomar o lugar do Reino e serve-nos para nos manter, servir a igreja e aos irmãos:
“De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos. Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas.” I Tm 6.6-12


          Ame a Deus e use o dinheiro, não faça o contrário!


1)      O dinheiro na cultura popular
          O que mais temos visto nos últimos tempos são pessoas tão amantes do dinheiro que acabam sendo presas por corrupção, mesmo já possuindo muita riqueza material e outras ainda realizando roubos e furtos para seu enriquecimento, não levando em consideração que isto é pecado, e ainda matando as pessoas, cometendo outro pecado.
          No mundo em que vivemos, as pessoas sem Deus, tem o dinheiro como um deus. Querem entesourar riquezas, não ajudam ao próximo, só pensam em si. São para estes que Jesus mencionou (Lc 18.24). Também para estas pessoas Tiago escreveu ((Tg 5.1-3)

          2) O dinheiro nas perspectiva de Jesus
          Há quem acredite que Jesus era rico. Existe inclusive um livro com o título de “O milionário de Cafarnaum”, mas Jesus em nenhum momento demonstrava isso, ou dificilmente enxergamos isso nos textos bíblicos. Vejamos:

“Jesus lhe respondeu: As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. (Mt 8.20)

“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e a Mamóm – dinheiro”  (Mt 6.24)

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões roubam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não roubam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Mt 6.19-20)

““E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.”    (Lc 12.15)

          Na perspectiva de Jesus, o dinheiro torna-se motivo de tropeço quando o coração do homem está nele: “Como é difícil aos ricos entrar no reino de Deus. De fato, mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus.” (Lucas 18.24)

          3) O jovem rico não conseguiu entender o reino de Deus
          Em nosso texto base, o jovem rico deixou uma oportunidade ímpar em sua vida. O mestre o chamou para ser seu discípulo e ele não aceitou. O motivo foi simples: o apego ao dinheiro e sua vida confortabilíssima:
a)      Ele tomou as atitudes certas:
- correu ao encontro de Jesus (Mc 10.17)
- Prostrou-se diante do Senhor (Mc 10.17)
- Fez a pergunta certa (Mc 10.17)
- Ele fazia as coisas certas, ou seja, obedecia as leis divinas (Mc 10.20)

b)      Ele tomou a atitude errada:
- Após Jesus pedir ao jovem para ir, vender o que ele tinha, dar aos pobres e assim teria um tesouro o céu, fez o convite para segui-lo, porém o rapaz retirou-se triste, porque possuía muitos bens. Após isso, Jesus falou:
“Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que tem riquezas!” (Lc 18.24)


          4) Os perigos da riqueza
          Os três maiores perigos das riquezas, de acordo com William Barclay, ao comentar esta história:
1º) As posses numerosas fomentam uma falsa independência.
          Quem tem bens materiais é inclinado a pensar que pode vencer qualquer situação inesperada. O dinheiro leva a pessoa a pensar que pode comprar o caminho da felicidade, bem como aquele que o livrará da dor. Pensa ainda que pode afastar todas as dificuldades sem Deus.

2º) As riquezas prendem as pessoas a este mundo.
"Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração." (Mt 6.21)
Se tudo o que o homem deseja pertence a este mundo, se todos os seus interesses estão centralizados aqui, nunca pensa em ir além disto. Apegado demasiadamente à Terra é possível esquecer que há um Céu.

3º) As riquezas tendem a fazer a pessoa egoísta.
          Por mais que possua é natural ao homem desejar um pouco mais. O suficiente é sempre um pouco mais do que se tem. A pessoa que chegou a desfrutar do luxo e da comodidade sempre tende a temer viver sem eles. A vida se converte em uma luta cansativa para reter o que se possui. O resultado é que quando o homem enriquece, em lugar de sentir o impulso de dar, só experimenta o desejo de prender-se às coisas. O seu instinto o leva a possuir mais e mais, em busca da segurança, que crê, as coisas lhe possam dar.
          O perigo das riquezas é que estas levam o homem a esquecer que perde o que retém e ganha aquilo que dá aos outros. 

          5) O Perigo da Teologia da prosperidade
          Não poderíamos deixar de abordar e alertar aos nossos irmãos quanto a esta idéia que tem permeado nas igrejas evangélicas e causado muitas distorções da interpretação da Palavra de Deus. C. H. Spurgeon asseverou: “nunca foi dito, "a quem o Senhor ama ele enriquece", mas sim, "a quem o Senhor ama ele corrige."
          Esta teologia trai o cristianismo verdadeiro de amar a deus, a sua Palavra, ser convertido de fato e verdade, ter comunhão com o próximo.  Sobre ela, Augustus Nicodemus Lopes diz-nos:
          “Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos reivindicar ou exigir dele. 
          Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.
          Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.
          Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.
          Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.
          Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demoníacos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.
          Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade, mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo. 
          Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco. 
          Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais aqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.
          Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem, mas a vontade soberana de Deus.
          Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus. 
          Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde.” 

          Alguns interpretam “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6:33) trocando “todas estas coisas” por “todas as coisas” ou todas as demais coias” e isso faz uma diferença tremenda no contexto, pois Jesus está falando sobre o cuidado da vida, sobre o que comer e vestir e não sobre riquezas e bens. Pense nisso!

Conclusão
        
          O importante ressaltar que o problema não é a pessoa ter dinheiro, o problema é o que e como faz com o dinheiro que tem.
             Ninguém é tão pobre que não possa dar, nem é tão rico que não possa receber
Ser rico não é sobre quanto você tem, mas sim quanto você pode dar. De alguma forma quando você dá, você será mais feliz.
          A propósito, como tem utilizado o seu?
         
“Os ricos deste mundo não são favorecidos quanto às coisas espirituais, conforme o são quanto às coisas terrenas. Contudo, há ricos piedosos, tal como há esmoleiros que vão para o inferno.” R.N. Champlin

Bibliografia
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin. Hagnos
Ensinador Cristão. Ano 16 - nº 62. CPAD
Enciclopédia da Vida de Jesus. Louis Claude Fillion. Central Gospel
Introdução ao Novo testamento. D.A. Carson, Douglas J. Moo, Leon Morris. Vida Nova
Teologia Sistemática. Stanley M. Horton. CPAD
Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. José Gonçalves. CPAD




O Plano de Aula

          Quando o professor entra em uma sala de aula, ele deve ter claro em sua mente o que irá ensinar, qual o conteúdo a ser ministrado, de que maneira abordará o assunto, quais recursos utilizará, ou seja, preparar bem sua aula. Todo esse preparo tem um nome específico e chama-se plano de aula. Um plano de aula é um instrumento de trabalho do professor, nele o docente especifica o que será realizado dentro da sala, buscando com isso aprimorar a sua prática pedagógica bem como melhorar o aprendizado dos alunos. 
          Na sua elaboração alguns pontos são muito importantes como:

• Os objetivos a serem alcançados com as aulas que serão ministradas;
• Conteúdo que será ministrado em cada aula, o qual deve seguir uma linha cronológica do processo de aprendizagem;
• Os procedimentos utilizados para aprendizagem dos alunos, ou seja, são as fases da aprendizagem;
• Os recursos que serão utilizados para alcançar os objetivos;
• E, por último, as metodologias de avaliação, ou seja, as técnicas avaliativas que o professor utilizará para avaliar o aprendizado do educando.


         Desafie-se agora a fazer o seu plano de aula!

Pr. Manoel Flausino
Diretor de Ensino e Superintendente de Escola Dominical, escritor, formado em Teologia, Pedagogia e especialista em Psicopedagogia e Gestão de Pessoas


25/05/2015

Lição 9 – A limitação dos discípulos

Escola Bíblica Dominical Ass. de Deus Ministério Despertando Vidas
2º trimestre de 2015 –
Jesus, o Homem Perfeito. O Evangelho de Lucas, o médico amado

Lição 9 – A limitação dos discípulos

Orientação Pedagógica
          Prezado professor, estarei publicando no final desta postagem um modelo de plano de aula para você começar a familiarizar-se com o mesmo. Na próxima postagem, explicarei cada item do plano de aula, para que você possa utilizá-lo e sua aula tornar-se melhor do que já é. Vamos em frente, pois ensinar é amar!

“Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.” Paulo Freire

Introdução:

          Os discípulos de Jesus foram homens que optaram em segui-lo e tiveram o privilégio de ver os milagres de Jesus, observar os seus comportamentos e ouvir suas maravilhosas palavras por, aproximadamente 3 anos. Apesar disso, reconhecemos e entendemos que os discípulos eram limitados, pois eram homens e, com isso, limitados. Jesus, em sua natureza hipostática, era homem e Deus.


1)      Os discípulos não puderam expulsar o demônio do menino

          Quando Jesus ouve o pai do menino que os discípulos não puderam expulsar o demônio do menino, o Mestre tomou a atitude, mostrando aos seus seguidores o que fazer e como fazer. É claro que o medo, talvez a falta de fé, naquele momento, fez com que os discípulos travassem e não conseguissem êxito (Lc 9.38-42).
          Isso ocorre quando não se tem uma vida devocional. Infelizmente, tem gente confundindo freqüentar igreja com ser cristão. Será que estamos ensinando nossos irmãos a serem discípulos ou membros de igreja? Jesus não nos mandou fazer membros e sim, discípulos:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”  (Mateus 28:19,20)
         
          Hoje, em meio às dificuldades da vida, precisamos ter fé para vencermos as batalhas e lutas diárias, principalmente com:
a)      Preparo espiritual – através de uma vida de oração. Tem gente que ora, mas não tem uma vida de oração.
b)      Preparo teológico – buscando o conhecimento da Palavra de Deus. Quanto mais estamos pertos mais conhecemos a Deus.

“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15).

          2) Os discípulos não tinham entendido o que é Reino
         
          Os discípulos de Jesus discutiam para saber qual deles era o maior (Lc 9.46). Na verdade, quando alguém quer ser o maior ou se diz o maior ou entende que só ele faz, só ele pode, só ele é capaz, esta pessoa ainda não entendeu o que é Evangelho e nem o que é reino.
          Alguns insistem em imaginar e pensar que “são” alguma coisa, mas a Bíblia nos ensina que só Ele é: “Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos.” (Cl 3.11).
          A grandeza de um homem não está em sua estatura, em seu poder econômico ou em seus “estatus” político ou social, mas a grandeza do homem está relacionada o quanto ele pode se doar em prol do reino e das pessoas. Quanto mais você se abaixar, mas você cresce para Jesus. Jesus nos deu o exemplo:
a)      Abaixou-se tornando forma de homem (Fp 2.6-8)
b)      Abaixou-se para lavar os pés (Jo 13.4-6)
c)       Abaixou-se para salvar uma mulher (Jo 8.6-8)

“A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.” Paulo Freire

          3) Os valores ainda se invertem em alguns

          Jesus no sermão do Monte inicia seus discursos falando sobre as bem-aventuranças, e esta, por sinal, vai de encontro aos valores da sociedade, e se nós não vigiarmos, podemos cair neste erro também, em não entendermos os reais valores do reino de Deus:

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.”
(Mt 5.3-11)

          4) A preocupação dos discípulos

          Observamos que os discípulos de Jesus, com suas limitações humanas, tinham uma preocupação demasiada com as coisas desta vida, com isso, demonstrando certa imaturidade. Jesus deixa claro que os “gentios procuram todas essas coisas” (Mt 6.32). Citando o Pr. José Gonçalves, temos abaixo:
a)      Os gentios valorizavam mais o corpo do que a alma, mas a estética do que a ética (Mt 6.25).
b)      Os gentios entesouravam na terra, mas não possuíam reservas no céu (Mt 6.26).
c)      Os gentios buscavam as coisas grandes esquecendo-se das pequenas (Mt 6.28-30).
d)      Os gentios priorizavam a obrigação, mas esqueciam a devoção (Mt 6.33).
e)      Os gentios preocupavam-se com o futuro, mas esqueciam o presente (Mt 6.35)

          Como relatado anteriormente, alguns não estão entendendo ainda a real mensagem do evangelho, citando ainda o Pr. José Gonçalves, a mensagem pregada pela igreja primitiva (At 2.14-39; 3.12-26; 4.8-12 e 10.36-43) provocou escândalo entre judeus e tornou-se loucura para os gregos ( 1 Co 1.22-31), pode-se resumir desta maneira:

a)      Consistia no anúncio da chegada do reino de Deus.
b)      Era fundamentada no anúncio da morte e ressurreição de Jesus.
c)      Demonstrava  que o que eles pregavam era cumprimento das profecias.
d)      Era de natureza escatológica, isto é, mostra que Jesus voltará outra vez.
e)      Chamava as pessoas ao arrependimento, mostrando que dessa forma era recebido o dom do Espírito Santo.

Conclusão:

          Jesus continua esperando de seus discípulos atitudes que glorifiquem ao seu nome, inclusive através do perdão, pois este é uma forma de mostrarmos que entendemos o que é ser cristão. 

“E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe.”( Lc 17.4)
“Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” (Lc 7.47)

          Mesmo em meio as escassez da vida, mesmo em meio aos desertos e as limitações humanas, precisamos exercer a nossa fé em Cristo e entender que somos seus discípulos, representantes do reino neste mundo.


Bibliografia
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin. Hagnos
Ensinador Cristão. Ano 16 - nº 62. CPAD
Enciclopédia da Vida de Jesus. Louis Claude Fillion. Central Gospel
Introdução ao Novo testamento. D.A. Carson, Douglas J. Moo, Leon Morris. Vida Nova
Teologia Sistemática. Stanley M. Horton. CPAD
Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. José Gonçalves. CPAD

Pr. Manoel Flausino
Diretor de Ensino e Superintendente de Escola Dominical, escritor, formado em Teologia, Pedagogia e especialista em Psicopedagogia e Gestão de Pessoas



Modelo de Plano de Aula

PLANO DE AULA
TEMA:

OBJETIVOS
GERAL
ESPECÍFICOS

CONTEÚDO


METODOLOGIA


AVALIAÇÃO


REFERÊNCIAS
·         Básica

·         Complementar



19/05/2015

Lição 8 - O poder de Jesus sobre a natureza e os demônios

Escola Bíblica Dominical Ass. de Deus Ministério Despertando Vidas
2º trimestre de 2015 –
Jesus, o Homem Perfeito. O Evangelho de Lucas, o médico amado

Lição 8 - Poder de Jesus sobre a natureza e os demônios

Orientação Pedagógica
          Prezado professor, desejo a você uma ótima aula, e a orientação de hoje é para que pesquise os assuntos abordados, pois são riquíssimos e temos um grande desafio: tirar dúvidas de nossos alunos. Com isso, não devemos pensar que sabemos o suficiente, ou ficar no campo do “eu acho”. Procure conhecer seus alunos, verificando sempre possibilidades de crescimento de cada um deles e ajude-os a crescer na Graça e no conhecimento.
          Na próxima postagem, publicarei um plano de aula para você utilizar esta ferramenta da pedagogia auxiliando sua prática docente.

Introdução:
          Todo aquele que confessa a Jesus como único, suficiente Salvador de sua vida crê na doutrina da Trindade, logo, entende que, o Messias estava na criação de tudo, inclusive quando na criação de anjos (Jo 1.1-3). Desta forma, compreende-se também que o Criador conhece na íntegra a criatura, é mais poderoso do que ela, e, com isso, tem todo poder sobre a mesma.



          1) O poder sobre a natureza
          Deus sempre esteve, está e estará acima de toda a força, seja da natureza, seja de qual ordem for, e isso podemos ver desde a criação até aos dias de hoje. Vejamos alguns exemplos no Antigo Testamento:
a)      No dilúvio (Gn capítulos 7 e 8)
b)      Na ocasião das pragas no Egito (Ex capítulos 7 a 11)
c)      As águas no deserte de Sim ( Ex 17)

“O Senhor se assentou sobre o dilúvio; o Senhor se assenta como Rei, perpetuamente.” Sl 29.10

          No Novo Testamento, o texto de nossa lição, demonstra justamente um momento em que os discípulos estavam com Jesus em uma embarcação no Mar da Galiléia, também chamado de Mar Tiberíades ou lago de Genesaré, e de repente ocorre uma grande tempestade, e os discípulos sem saber o que fazer, acordaram a Jesus que acalmou o vento e o mar, e os seguidores do Mestre ficaram maravilhados.
          Em certas histórias antigas, a água era considerada um inimigo que Deus vence. "Para Israel, as águas furiosas e incontroláveis simbolizavam os poderes que se opõem à soberania de Deus" (The Interpreter’s Dictionary of the Bible, p. 809). Aprendemos com isso que:
a)      o fato de Jesus estar na embarcação não simboliza ausência de tempestade.
b)      o fato de vir a tempestade não significa que morreremos nela.

          Ele sempre teve e terá poder sobre a natureza (Hb 13.8). Hoje, acontecem muitas coisas (terremotos, vulcões, maremotos etc, mas à luz da Palavra de Deus, entendemos que a natureza responde ao homem as mudanças que o próprio homem fez nela, além de que, o principal: Ele está no controle:
“Tu dominas o ímpeto do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as fazes aquietar.” Sl 89.9 

          3) O poder sobre os demônios
          Jesus veio para aniquilar as obras do mal (Lc 9.38-42; Mt 12.28), que é representada por Lúcifer e seus demônios. Alguns podem pensar que demônios é fruto da imaginação humana, porém sabemos que não é. Champlin diz que: “nem os hebreus e nem os cristãos criaram as elaboradas demonologia e angelologia”. Mas quem são estes? De onde vieram?
          Os anjos não existem desde a eternidade, eles foram criados por Deus no momento de sua criação ( Ne 9:6; Sl 148.2; Cl 1.16 ). Por causa do orgulho de Lúcifer, ele, que era querubim ungido (Ez 28.14), teve a sua queda, juntamente com um terço dos anjos que o seguiu (Ap 12.4), perdendo sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta, tornando-se demônios.
          Segundo Champlin, Tertuliano (150 D.C.) foi o primeiro pai da igreja que diz que os demônios fazem parte exclusivamente de anjos caídos.
          Berkhof relata que “há duas passagens da Escritura que dão a entender claramente que alguns anjos não mantiveram a sua condição original, mas caíram do estado em que tinham sido criados” (2 Pe 2.4; Jd 6).
        Eles tem poder, porém não mais ou igual a Deus e limitado pelo Eterno (Lc 88.29-31; Jó capítulo 1). No entanto, não cessam de realizar suas obras más. O Pr. José Gonçalves, comentarista desta lição e autor do Livro Lucas (CPAD), diz-nos que o diabo:

a)      põe a pessoa na zona de exclusão (Lc 8.26) "E navegaram para a terra dos gadarenos que está defronte da Galiléia."
b)      rouba a identidade do homem (Lc 8.27) "desde muito tempo, estava possesso de demônios."
c)       Tira todos os valores (Lc 8.27) "e não andava vestido."
d)      Tira os referenciais (Lc 8.27) "nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros."
e)      Torna a vida do homem árida (Lc 8.29) "era impelido pelo demônio para os desertos."

“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” Jo 10.10 
        
          Em nosso meio, percebemos muitas pessoas com certo fascínio pelo demonismo, mas Stanley Horton, sobre isso relata: “o fascínio pelo demonismo não é saudável nem bíblico. A fixação que os discípulos de Jesus sentiram com a sua autoridade sobre os demônios foi corrigida. O Senhor os exortou a se regozijarem antes de mais nada pelo fato de haverem sido escolhidos pessoalmente por Deus” (Lc 10.17-20). Veja também (Mt 7.22,23)

Conclusão
          Jesus tem poder sobre todos os demônios!  Ele expulsou muitos demônios de pessoas que lhe foram trazidas em Cafarnaum com uma palavra (Mt 8:16). Ele libertou dois homens terrivelmente atormentados por espíritos malignos, na região de Gadara (Mt 8:28-33). Libertou, também, um homem que era mudo pela atuação de um demônio (Mt 9:32).
         Jesus tem poder sobre as forças da natureza. Sendo o próprio Criador, Ele demonstrou este poder ao repreender a tempestade que aterrorizava os discípulos que, no barco, atravessavam o mar da Galiléia (Mt 8:23-26).
         Em suma, devemos entender que existem muita força, mas Ele é a própria força, existem muitos poderes, mas Ele é o próprio poder!

“Dizem que o ferro é forte, mas o fogo derrete o ferro.
Dizem que o fogo é forte, mas a água apaga o fogo.
Dizem que a água é forte, mas o vento espalha a água.
Dizem que o vento é forte, mas a montanha espalha o vento.
Dizem que a montanha é forte, mas o homem derruba a montanha.
Dizem que o homem é forte, mas a morte derruba o homem.
Dizem que a morte é forte, mas JESUS venceu a morte.”

Bibliografia
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin. Hagnos
Ensinador Cristão. Ano 16 - nº 62. CPAD
Enciclopédia da Vida de Jesus. Louis Claude Fillion. Central Gospel
Introdução ao Novo testamento. D.A. Carson, Douglas J. Moo, Leon Morris. Vida Nova
Teologia Sistemática. Stanley M. Horton. CPAD
Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. José Gonçalves. CPAD

Pr. Manoel Flausino

Diretor de Ensino e Superintendente de Escola Dominical, escritor, formado em Teologia, Pedagogia e especialista em Psicopedagogia e Gestão de Pessoas