12/11/2011

Subsídio da lição 7 – arrependimento, a base para o concerto

        Não existe avivamento sem arrependimento e para que ocorram, não bastam
  palavras ou lágrimas, e sim, atitudes.
          Arrependimento é o reconhecimento dos erros e a consciência da necessidade
    do perdão de Deus. Perdão este que não é negado, e sim dado a todo aquele que
    reconhece que necessita. Pode-se dizer também, que é a principal exigência para
    que haja o perdão.
          Em grego a palavra arrependimento é metanoeõ literalmente “peceber depois”
   (formado de meta, “depois”, implicando “mudança”, e noeõ, “perceber). No Novo
   Testamento, também encontramos o vocábulo epistrephõ no sentido de "voltar-se"
   para Deus (At 15.19; 2 Co 3.16). Podemos definir arrependimento como: decisão
   de mudança total de atitude e de vida, em que a pessoa, por ação divina, é levada a
   reconhecer o seu pecado e a sentir tristeza por ele, decidindo-se a abandoná-lo,
   baseando sua confiança em Deus, que perdoa.
          O complemento do arrependimento é a fé, que juntos levam o homem à conversão,
   e a partir daí, este passa ter uma nova vida, vida esta dada por Deus.
          Segundo Champlin (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, pág 315),
    arrependimento é:
  a) É um ato divino que transforma o homem, mas que depende da reação positiva do
   homem, uma vez inspirado pela fé.
  b) É o começo do processo de santificação
  c) Juntamente com a fé, perfaz a conversão
  d) É determinado por Deus (At 17.30) e é conferido por ele (II Tm 2.25)
  e) Foi determinado por Cristo (Ap 22.5,16 e 3.3)
  f) É uma operação do Espírito  (Zc 12.10)
  g) A bondade de Deus nos leva ao arrependimento (Rm 2.4)
  h) A tristeza segundo Deus fomenta o arrependimento (II Co 7.10)
  i) Conduz a vida eterna  (At 11.18)
  j) É necessário para o perdão dos pecados (At 2.38; 3.19; 8.22)
          O que não podemos confundir é arrependimento com remorso, o primeiro,
  já vimos à definição, já o segundo do lat. remorsu é uma inquietação da
  consciência por culpa ou crime cometido.
          O arrependimento cura, limpa, aproxima o homem de Deus, faz com que o que
  antes fora imundo,agora esteja com as vestes alvas.
          O vocábulo pecado vem do lat. Peccatu e significa falta de conformidade com
  a lei de Deus, em estado, disposição ou conduta. No grego, é hamartia, errar o alvo
  (fracassar), significando fracasso em não atingir um padrão conhecido, mas antes,
  desviando-se do mesmo.
          De acordo com Champlin (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, pág 145)
   nossos pecados são passos falsos, isto é, paraptoma, no grego (Mt 6.14; Ef 2.1).
          Na definição de Berkhof (Teologia Sistemática pág 215), pecado é o resultado de
  uma escolha livre, porém má, do homem. Este é o ensino claro da Palavra de Deus
  (Gn 3.1-6; Is 48.8; Rm 1.18-32; 1 Jo 3.4).
             É imprescindível entender que tudo aquilo que o homem venha a fazer para
  aproximar-se de Deus sem arrependimento é vão. O Pai deseja que todos cheguem
  a conclusão de que é necessário mudar o alvo, endireitar as veredas tortas.
            Não adianta o remorso. Muito menos promessas que são feitas nos fins de ano,
  tais como: "Ano que vem eu melhoro"; "Em janeiro eu me conserto"; entre outras.
  Daí passa o ano e nada. Foram apenas palavras lançadas e não ações (Jo 8.11).
           Deus quer atitudes coerentes, obediência. Ele deseja o seu coração, sua adoração
  em espírito e em verdade.
            Arrependimento é uma operação no coração. Não um ato carnal, mas espiritual.
  O médico cirurgião aguarda a chegada do paciente ao hospital. E essa operação deixa
  marcas. Marcas do Evangelho. Marca de seguidores de Cristo. Marcas de vencedores.
  Marcas que nos levam a viver em Cristo nesta vida e na era vindoura.
  Marcas que curam feridas.
        
    Síntese:

    1 – Leitura do Livro da Lei
    2 – Arrependimento
    2.1 – Confissão
    2.2 – Adoração
    2.3 – Avivamento 
Pr. Manoel Flausino Filho
“Et cognoscetis veritatem et veritas liberabit vos” (Jo 8.32)





14/07/2011

Lição 3 – A vida do novo Convertido

Prezado professor, enfatize nesta aula a necessidade do novo nascimento e a responsabilidade que temos nesta sociedade, como filhos de Deus.



Introdução:

Quando aceitamos a Jesus, passamos para uma nova vida. Olhamos por um novo ângulo, pois já não temos mais o mesmo pensamento de quando estávamos no mundo. Como nascemos de novo, precisamos aprender a viver conforme a vontade de Deus, nosso pai.

Leiamos estas importantes definições para a aula de hoje:

NASCIMENTO NOVO → mudança operada pelo Espírito Santo no coração de uma pessoa que, levada à fé salvadora, abandona o pecado e passa a viver uma nova vida voltada para Deus e para o próximo {Jo 3.3-7; 1Jo 2.29; 3.9; 4.7; 5.1,4,18}.

CONVERSÃO → mudança de vida operada por Deus {At 15.3}. Essa mudança tem dois aspectos. O primeiro, relacionado com o pecado, chama-se ARREPENDIMENTO. O segundo, relacionado com Cristo, é a FÉ.

ARREPENDIMENTO → decisão de mudança total de atitude e de vida, em que a pessoa, por ação divina, é levada a reconhecer o seu pecado e a sentir tristeza por ele, decidindo-se a abandoná-lo, baseando sua confiança em Deus, que perdoa (Mt 3.2-8; 2Co 7.9-10; 2Pe 3.9). O complemento do arrependimento é a FÉ.


Para Berkhof, a palavra mais usada no NT para arrependimento é metanoia, que significa:

I) conhecer depois,
II) mudar a mente com resultado deste pós conhecimento,
III) uma mudança da conduta para o futuro



Segundo Champlin existem alguns elementos da Conversão:

a) A conversão é inspirada pela força das Escrituras (Sl 19.7).

b) É operada pelo Espírito (Sl 51.12).

c) Grava no coração a lei moral de Deus (2 Co 3.3) e isso pelo poder do Espírito.

d) Ela é absolutamente necessária para a salvação (Mt 18.3).

e) Prepara o caminho para o serviço espiritual (Lc 22.32).

f) A tarefa da igreja é conduzir todos os homens à conversão (Tg 5.19,20).

g) Ela é a base do perdão dos pecados (At 3.19).

h) Ela consiste da fé e do arrependimento (At 20.21; Mt 21.29).

i) É um ato divino , mas requer a cooperação do livre arbítrio do homem. Portanto, é um ato divino e humano, ao mesmo tempo.



1 – Com certeza um novo convertido é uma nova criatura (2 Co 5.17). Existe uma mudança, que não deve ser imposta por homem, e precisa ser do interior, o que refletirá no exterior.

Um exemplo para este fato, na palavra de Deus, pode-se citar a vida de Saulo de Tarso, que, depois, transformou-se em um Paulo: de perseguidor dos cristãos {At 8.3}, passou a ser pregador do evangelho, a partir de sua conversão {At 9}.


“O novo nascimento assinala o início não só do despojamento do velho homem, da fuga do pecado, mas também do revestimento do novo homem, da luta pela santidade no viver.” (Berkhof).



2 – A antiga criatura não pode mais aparecer, nem com atitudes, nem com pensamentos. Às vezes, o inimigo vai até tentar fazer você lembrar do seu passado, mas não sinta tristeza, pois aquele velho homem já morreu (Jr 31.34; 1 Jo 1.7).

3 – Quando estamos em Cristo temos uma vida de retidão fundamentada em Sua Palavra.

Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, o novo nascimento ou a regeneração é a nova criação e transformação da pessoa (Rm 12.2) efetuadas por Deus e o Espírito Santo:

I) A regeneração é necessária porque todo ser humano sem Jesus não consegue agradar e∕ou obedecer a Deus (2 Co 2.14).

II) A regeneração tem lugar naquele que se arrepende dos seus pecados, volta-se para Deus (Mt 3.2) e coloca a sua fé em Jesus.

III) A regeneração envolve a mudança da velha vida de pecado em uma nova vida de obediência a Jesus cristo (Cl 3.10). Quem realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado, vive uma vida de retidão (1 Jo 2.29), ama aos demais cristãos (1 Jo 4.7), evita uma vida de pecado (1 Jo 3.9; 5,18) e não ama o mundo (1 Jo 2.15,16).

Conclusão

Após o Novo Nascimento, o crente deve buscar maturidade espiritual, firmeza de fé, que obtemos através do estudo da Bíblia, comunhão com o Senhor, oração e obediência a Sua Palavra. Esse cuidado deve ser observado pela Igreja com os novos convertidos.

Como estão suas raízes? Rasas ou profundas? Estão frutificando?

Aqueles que continuam vivendo na imoralidade e nos caminhos pecaminosos do mundo demonstram que ainda não nasceram de novo (1 Jo 3.6,7).

Fontes:

Biblia de Estudo Pentecostal (edição Comemorativa Revista e Corrigida). CPAD. ed 1995
Biblia on line 3.0 (SBB)
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin. Editora Hagnos. 8 ed. 2006
Teologia Sistemática. Louis Berkhof. Editora Cultura Cristã. 2001

Et cognoscetis veritatem et veritas liberabit vos Jo 8.32 (Versão: Vulgata Latina)
Pr. Manoel Flausino

07/07/2011

LIÇÃO 2 – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS

Iniciando a aula

I) Prezado professor, após os cumprimentos, pergunte aos alunos o que significa Reino de Deus (de acordo com a primeira lição).

II) Depois, fale acerca da diferença das bem-aventuranças ensinadas por Jesus e de como a sociedade atua: se de acordo ou contra estas ideias.

III) Em seguida, pergunte a respeito do novo nascimento:

a) Sua importância

b) Como ocorre, e o que depois ocorre com a pessoa

c) Exemplos bíblicos de novo nascimento



Introdução

Mensagem significa comunicação, notícia ou recado verbal ou escrito. Ouvimos muitas mensagens e, às vezes, algumas delas não conseguem passar pelo crivo da Palavra de Deus, pois muitos deturpam a mensagem do Evangelho (Gl 1.6,7; 5.7-9; 2 Co 2.17) por intermédio de palavras persuasivas e humanas, conduzindo muitos ao erro (Ef 5.6; 1 Tm 4. 1,2).



1 – O Reino é Espiritual

Em primeiro, lugar, é importante saber que o Reino de Deus é espiritual (Jo 18.36) e pessoal, basta observamos o Sermão do Monte e veremos que os valores mencionados por Jesus são contrários aos valores humanos (Mt 5.3-12).

Estes princípios são inquestionáveis para este Reino, ou seja, para vivermos, efetiva e verdadeiramente o Reino dos Céus, precisamos atentar para estas palavras.



2 – A Nova Vida dos que fazem parte do reino de Deus

Se ouvirmos e praticarmos a mensagem do Reino, é porque estamos vivendo uma nova vida. Quando o homem nasce de novo ele experimenta uma mudança plena em sua vida (Jo 3.3), tornando-se uma nova criatura (2 Co 5.17; Rm 10. 8-13; Gl 2.20; Ef 1.7-13).

A partir daí, seus valores são outros, mas não devemos ser só ouvintes, precisamos praticar o que ouvimos e falamos (Ap 1.3; Tg 1.22).

Um aspecto relevante de quem nasceu de novo é a proclamação da Palavra de Deus. Levar as Boas Novas é uma ordem que Deus deu aos seus discípulos (Mc 16.15; 1 Co 9.16).

A mulher samaritana, da cidade de Sicar, após a conversão foi e anunciou a Cristo Jesus onde morava (Jo 4.28-30)

3 – O que o Reino de Deus significa

No mundo capitalista e com o advento da Teologia da Prosperidade, o homem quer as bênçãos de Deus, mas não deseja o Deus das bênçãos, ou seja, quere tudo de Deus, mas não entrega totalmente a vida para Ele.

Muitos não entendem que a vida é como um sopro, que logo se esvai. Temos que trabalhar, comprar, vender, cuidar da família, da saúde, enfim, temos muitas ações para realizarmos, todavia, devemos buscá-lo em primeiro lugar (Mt 6.33; 1 Tm 6.7,8,10).

Basta lembrar que o Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas é justiça, paz e alegria. Logo, um cristão que se preocupa somente com a matéria, não compreendeu, ainda, a grandeza deste Reino. Cabe ressaltar que o seguidor de Cristo que não tem paz com Deus, com o próximo (Rm 12.18), consigo mesmo (Cl 3.15), não é alegre (Gl 5.22; Jo 16.22) e justo diante de Deus e dos homens (2 Co 8.21) não está vivendo o Reino de Deus.



Conclusão:

A mensagem do Reino de Deus é Cristocêntrica que leva o homem ao arrependimento e a viver uma nova vida, que é dirigida pelo Espírito Santo. Infelizmente pregadores, hoje, tem compromisso em massagear o ego das pessoas, falam o que Deus não mandou falar, simplesmente para “ficar bem” com aqueles que escutam (Gl 4.16), mas existem verdadeiros homens de Deus que tem compromisso com Ele e com Sua Palavra (2 Tm 4.2; Tt 2.1).



“O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco”. Paulo escrevendo aos Filipenses 4.9



Sola fide
Sola scriptura
Solus Christus
Sola gratia
Soli Deo gloria

Pr. Manoel Flausino

27/06/2011

Lições Bíblicas - 3º Trimestre de 2011

Para o presente trimestre, as Lições Bíblicas CPAD para jovens e adultos trazem lições temáticas sobre a missão da Igreja e tem como título: “A Missão Integral da Igreja — Porque o Reino de Deus está entre vós”.

Comentarista: Pr Wagner Tadeu dos Santos Gaby - Pastor-presidente da Igreja AD em Curitiba, membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil, Capelão do Exército Brasieiro, escritor e comentarista da CPAD.


Sumário da revista:

Lição 1: O projeto original do Reino de Deus

Lição 2: A mensagem do Reino de Deus

Lição 3: A vida do novo convertido

Lição 4: A Comissão Cultural e a Grande Comissão

Lição 5: O Reino de Deus através da Igreja

Lição 6: A eficácia do testemunho cristão

Lição 7: A beleza do serviço cristão

Lição 8: Igreja — Agente transformador da sociedade

Lição 9: Preservando a identidade da igreja

Lição 10: A atuação social da igreja

Lição 11: A influência cultural da igreja

Lição 12: A integridade da doutrina cristã

Lição 13: A plenitude do Reino de Deus

24/06/2011

LIÇÃO 13 - AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA!

INTRODUÇÃO

Nesta última lição do trimestre estudaremos sobre a importância do verdadeiro e genuíno avivamento espiritual, principalmente nestes dias em que o pecado e a iniquidade crescem assustadoramente, e muitos cristãos estão vivendo momentos de frieza espiritual e até abandono da fé. Por estas e outras razões, mais do que nunca, devemos clamar como o profeta Habacuque: “aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos…” (Hc 3.2).

I - O QUE SIGNIFICA AVIVAMENTO?

A palavra avivamento deriva-se da palavra avivar, que quer dizer: “tornar-se mais vivo”, “estimular”, “animar”. Avivar significa tornar alguém mais vivo, mais dinâmico e ativo. Em relação à igreja, podemos dizer que avivamento é a restauração do primeiro amor (Ap 2.4,5), resultando no despertamento, arrependimento e na busca incessante pela presença de Deus (Ne 8.1-18; 9.1-38; 10.29).

II - QUAIS OS ELEMENTOS DO VERDADEIRO AVIVAMENTO?

Nos dias de Esdras, o povo de Deus experimentou um grande avivamento. Baseado nessa experiência, podemos aprender sobre os principais elementos do genuíno avivamento. Vejamos:

2.1. Oração sincera (Ed 8.21-23). Esdras foi o comandante do segundo grupo de judeus que retornaram à Palestina após o cativeiro babilônico. Ele entendeu que qualquer projeto para um despertamento espiritual do povo de Deus inicia com oração. Todos devem clamar por um avivamento poderoso, glorioso e soberano,

oriundo de Deus para nossas vidas (Ed 9.1-5). Todos os avivamentos da Bíblia e da história da igreja foram marcados e conservados pela oração, jejum, arrependimento, confissão, quebrantamento de espírito, humilhação diante de Deus e santidade (Ed 10.6; Ne 1.4-11; Hc 1.1).

2.2. Louvor agradável a Deus (Ed 3.10,11). Antes do cativeiro, o povo de Deus havia recebido orientações sobre a maneira como louvar ao Senhor, sob o reinado do salmista e rei Davi. Após o cativeiro, no período da reconstrução, quando experimentavam um avivamento na nação louvaram a Deus, pois o verdadeiro louvor é parte essencial na vida daqueles que são alcançados por um grande mover espiritual.

2.3. A Palavra de Deus (Ed 7.10). A Palavra de Deus, que é poderosa, penetrante e renovadora, é o grande agente divino para o avivamento. Todo e qualquer clamor por um despertar divino, seja ele coletivo ou individual, não pode ocorrer sem que tenha base na Palavra de Deus. É ela quem quebranta os corações, que expõe o pecado e nos leva ao reconhecimento da necessidade urgente de uma volta ao Deus (Ne 8.5 12).

2.4. O temor ao Senhor (Ed 10.1). Sem um avivamento contínuo em sua vida, o cristão perde, aos poucos, o temor ao Senhor, a repulsa pelo pecado e torna-se insensível ao Espírito Santo.

III - QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO AVIVAMENTO?

O livro dos Atos dos Apóstolos descreve as características de uma igreja que vivia sob o mover do Espírito Santo. Vejamos, então, as características dessa igreja avivada:

3.1. Perseverança na Palavra. Todo avivamento autêntico está centrado em Deus e em sua Palavra. A expressão: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos…” (At 2.42a) tem o mesmo sentido de “perseverar na doutrina de Cristo” ou “perseveravam em obedecer a Palavra de Deus”.

3.2. Perseverança na comunhão. Uma igreja avivada vive como um corpo bem ajustado (I Co 12.12), onde não há lugar para contendas, rixas e fofocas entre os cristãos (At 2.42 b; Sl 133.1).

3.3. Perseverança no partir do pão. A expressão “partir do pão” (At 2.42c) refere-se a Santa Ceia. Uma igreja avivada reconhece a importância de se reunir para lembrar a morte do Senhor Jesus. Ele mesmo disse: “fazei isto em memória de mim…” (I Co 11.24,25).

3.4. Perseverança na oração. Sem oração não pode haver avivamento. A igreja deve orar não apenas pelo avivamento, mas também pela manutenção do mesmo, priorizando o reino de Deus e a sua justiça, pois, o principal objetivo da oração não é a busca dos bens terrenos, e sim, uma profunda comunhão com Deus (At
2.42d; Mt 6.33).

3.5. Temor. Era outra característica da igreja primitiva. É interessante observar que o texto diz: “E em toda a alma havia temor…” (At 2.43a). Não era apenas em alguns cristãos, ou na maioria dos cristãos, e sim, “em toda a alma”. Nenhuma igreja poderá ser avivada, se não houver temor ao Senhor.

3.6. Desprendimento dos bens materiais. Uma igreja avivada não se apega aos bens materiais. Por isso, a igreja primitiva repartia seus bens com os necessitados, como uma prova de amor ao próximo e desprendimento dos bens terrenos (At 2.44,45; Cl 3.1-3).

3.7. Perseverança em ir ao templo. O médico Lucas diz que aqueles cristãos “perseveravam todos os dias no templo…” (At 2.46a). Isto nos ensina que uma igreja avivada reconhece a necessidade de estar na casa de Deus (Sl 122.1). É lamentável que, nos dias atuais, muitos cristãos não perseveram em ir ao templo.

3.8. Louvor a Deus. Quando a igreja é avivada, Deus é louvado no seu templo (At 2.47). Não há lugar para show e muito menos estrelismo. Uma igreja avivada ocupa-se com a genuína adoração ao Único e Verdadeiro Deus (Jo 4.23,24).

IV - QUAIS OS RESULTADOS DO GENUÍNO AVIVAMENTO?

É quase impossível descrever, em sua totalidade, os resultados de um autêntico avivamento.

Vejamos, então, apenas alguns:

4.1 No Antigo Testamento. O AT descreve diversos avivamentos que ocorreram no meio do povo de Deus, tais como: reinado de Asa (II Cr 15. 1-15); no reinado de Joás (II Rs 11 e 12); no reinado de Ezequias (II Rs 18. 4-7); no reinado de Josias (II Rs 22 e 23); nos dias de Esdras e Neemias (Ne 8.1-18; 9.1-38), além de outros. Todos eles ocorreram em momentos de crise moral e espiritual, e tiveram como resultado:

• Obediência aos mandamentos divinos (II Rs 18.6; II Rs 22.2; 23.3; Ne 9.38);

• Retorno do culto ao Senhor (II Cr 15.8; II Rs 23.21-23; Ne 8.13-18);

• Destruição dos ídolos (II Cr 15.8; II Rs 18.4; II Rs 23.4-20);

• Arrependimento, confissão e abandono do pecado (II Rs 22.11; Ne 9.1-3);

• Entrega de ofertas e holocaustos ao Senhor (II Cr 15.11; II Rs 11.11; 22.4-7);

• Prosperidade espiritual (II Rs 18.6; 23.25).

4.2 No Novo Testamento. As experiências vividas na Igreja Primitiva nos revelam o que acontece quando a igreja é avivada. Vejamos:

• Pregação do Evangelho com ousadia, mesmo em meio às ameaças (At 4.20,29; 5.29);

• Conversão de almas (At 2.14-42; 5.14; 8.12; 11.21);

• Batismo com o Espírito Santo (At 8.14-17; 10.44-46; 19.1-6);

• Milagres e maravilhas (At 3.6-9; 8.5-8; 9.32-42);

• Dedicação a obra missionária (At 1.8; 13.1-4);

• Ação social (At 6.1-3; 9.36).

CONCLUSÃO

Mesmo vivendo nesses tempos difíceis, em meio a uma sociedade corrompida e perversa, devemos entender que é possível experimentar o verdadeiro avivamento. Deus é o mais interessado que a Igreja seja avivada, para que ocorram muitas conversões, milagres, curas, batismo com o Espírito Santo e manifestação dos dons espirituais. Por isso, neste ano em que se comemora o Centenário das Assembleias de Deus no Brasil, busquemos, com todo fervor e devoção o genuíno avivamento, sabendo que o Senhor Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8).

Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

17/06/2011

Lição 12 Conservando a Pureza da Doutrina Pentecostal

INTRODUÇÃO
Conservar a pureza da doutrina pentecostal é, em primeiro lugar, aderir à doutrina dos apóstolos, ou seja, acolhê-la, passar a segui-la, crer nela. Doutrina esta que não é outra senão a mesma doutrina dada por Jesus em Seu ministério terreno (1Co 11:23; 1Pedro 1:12; 1João 1:5;2:7). A conservação, portanto, está intimamente relacionada com a observância da Palavra de Deus, com a adesão, isto é, a aceitação sem qualquer reserva ou modificação, do que está na Bíblia Sagrada. O verdadeiro crente pentecostal é aquele que aceita, sem reservas, o que está contido na Palavra de Deus.

I. FALSOS DOUTORES E PROFETAS
O verdadeiro cristão não pode sair atrás de “novas coisas”, de sinais ou de maravilhas, notadamente nos dias em que estamos vivendo. Quem o diz é o próprio Jesus que anunciou que, nos últimos dias, apareceriam sinais, prodígios, assim como falsos profetas e falsos mestres, seja fora da igreja, seja dentro da igreja, mas que não poderíamos nem sair atrás disto, nem dar crédito a isto (Mt 24:23-26). “Conservar” é “vigiar”, é “estar atento” para as manifestações espirituais, discernindo aquilo que provém de Deus, daquilo que é ardil do adversário, ardis estes que jamais poderemos ignorar (2Co 2:11).
1. Uma avalanche de heresias. “Heresia” é todo e qualquer ensinamento, todo e qualquer preceito que não se coadune com a verdade de Deus, que se encontra revelada na Bíblia Sagrada (Tito 2:10-11). Perceba a gravidade que representa uma heresia..

A falsa doutrina, ou “heresia de perdição”, tem que ser combatida com a verdadeira doutrina. É exatamente aqui que as denominações evangélicas têm falhado. Por falta de conhecimento da Palavra de Deus, seus obreiros não conseguem identificar os falsos mestres. Por falta de conhecimento da Palavra de Deus, muitos crentes, embora bem intencionados “… seguirão suas dissoluções, pelas quais será blasfemado o caminho da verdade”(2Pedro 2:2).

Devemos sempre ser cautelosos com tudo aquilo que se apresentar como “novo”. Vivemos os dias das “novidades”: “nova unção”, “nova visão”, “nova revelação”. Tudo quanto se apresente como “novo” deve ser imediatamente rechaçado pelo servo de Deus. A Palavra de Deus permanece para sempre, a sã doutrina é imutável e, portanto, não cabe aqui falar em qualquer “novidade”. Só se fala em novo quando se tem algo velho e quando se tem algo velho é porque este algo considerado velho está perto de se acabar (Hb 8:13).
2. Falsos mestres e falsos profetas. (2Pedro 2:1).

Nestes tempos pós-modernos, o falso mostra-se tão bem vestido de verdadeiro, que, se possível fosse, enganaria até mesmo os escolhidos. São falsos milagres, falsos milagreiros, falsos ensinos, falsos mestres, falsas profecias e falsos profetas. As igrejas locais estão proliferadas de obreiros corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de Deus, nos dias de Jesus(Mt 24:11-24), e o crente precisa estar informado sobre este fato.

Na época de Jeremias, o reino de Judá foi destruído por causa de falsos profetas que diziam às pessoas coisas que Deus não havia falado.

Não devemos ficar impressionados quando o pregador só fala o que o povo quer ouvir: promessas de paz, promessas de prosperidade, promessas de milagres e curas. Numa época de crise e desemprego, muitos se aproveitam, pregando prosperidade e bênçãos, enganando até multidões. Que o povo de Deus não se engane! Que o povo de Deus não seja ignorante, mas conheça a santa Bíblia! Importa ouvirmos a pura e verdadeira Palavra de Deus, a qual nos orienta sobre os nossos pecados e sobre as nossas transgressões. Sejamos como os crentes de Beréia (Atos 17:11).
3. A falta do estudo bíblico no meio pentecostal. Muitos conhecem muito pouco as verdadeiras doutrinas bíblicas. Lê-se pouco a Palavra de Deus e estuda-se muito menos. A maioria não freqüenta nossas Escolas Dominicais nem tampouco os cultos de ensino. Alimentam-se, tão somente, das mensagens ouvidas no domingo.

Assim, a doutrina bíblica vai sendo, sem que se dê conta, substituídas pelas heresias, ou pelas doutrinas de homens; os bons costumes vão sendo substituídos pelos maus costumes; o Espírito Santo vai sendo “empurrado” para fora das igrejas, enquanto que o mundo, o diabo, com suas sutilezas, e a carne vão ocupando os lugares que vão ficando vazios.

Muitos crentes embora bem intencionados, mas, por falta de conhecimento bíblico vão se tornando presas fáceis das sutilezas de Satanás, caindo nas malhas dos “falsos profetas, lobos vestidos de ovelhas”, na expressão usada por Jesus, dos “falsos doutores” referidos por Pedro, “dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” na expressão usada por Paulo.


II. A SUTILEZA DE SATANÁS NO FIM DOS TEMPOS
Sutileza é a arte de agir sem ser notado, ou de conseguir um objetivo sem ter que revelar a verdadeira intenção, apenas insinuando, ou despertando a curiosidade da possível vitima. É usar de astúcia, de artimanha, de artifícios enganadores (Gn 3:1).
1. Os ardis de Satanás. Satanás desde a sua primeira aparição no relato bíblico já é apresentado como sendo um ser que tem a capacidade de quase não ser percebido, que tem uma grande sensibilidade para perceber ou sentir as coisas com antecedência e, desta maneira, elaborar coisas muito engenhosas, que tem grande capacidade de insinuação e que, assim agindo, consegue atingir os seus objetivos. Jamais devemos ignorar os ardis de Satanás (2Co 2:11).

a) Usando de sutilezas ele enganou Eva, no Paraíso. Em nenhum momento Satanás usou sua força para obrigar a mulher a pecar. Ele não foi rude, não foi ameaçador, não levantou a voz com Eva. Quem age com sutileza age com inteligência, procurando angariar a confiança, dando credibilidade às suas palavras. Às vezes procura passar a idéia de inocência procurando levar a vitima a se considerar como superior.

b) Usando de sutilezas Satanás procurou enganar a Igreja Primitiva. Com Eva ele teve que falar, pessoalmente. Na Igreja Primitiva ele procurou infiltrar-se através de seus instrumentos, aqueles que a Bíblia denomina de falsos obreiros.

O Senhor Jesus advertiu contra esse perigo (Mt 7:15). Acautelar significa ficar de sobreaviso, prevenido, para não ser pego de surpresa. O Senhor Jesus sabia que eles viriam, por isto afirmou: “que vêm até vós”. Ele não disse: “que poderão vir”. Ele afirmou que viriam!

Os Apóstolos advertiram contra esse perigo das sutilezas de Satanás (2Pedro 2:1-2). O Senhor Jesus falou em “falsos profetas” que seriam como “lobos vestidos de ovelhas”, Pedro identificou-os com “falsos doutores”. Oremos e vigiemos (Mt 26:41) para que não venhamos a cair nas muitas ciladas do Diabo.
2. Palavras persuasivas. Cl 2:4). Neste versículo, Paulo adverte os colossenses que eles não se poderiam deixar enganar por “palavras persuasivas”, expressão que é própria do apóstolo Paulo que não queria que sua pregação fosse confundida com os discursos proferidos pelos grandes oradores, que haviam se notabilizado pelo estudo da arte da retórica, que é a arte de falar bem, do convencimento através do uso da palavra, algo que era muito comum naqueles tempos.

Tomemos cuidado para não sermos presas desses mestres do engano, dando ouvidos a espíritos enganadores (1Tm 4.1).
3. “Ninguém vos faça presa sua”. Paulo muito se preocupou com a igreja de Colossos. Ela estava sendo invadida por doutrinas heréticas introduzidas por falsos pregadores e mestres. Ele recomendou aquela igreja “para que ninguém vos engane com palavras persuasivas”. Satanás é o príncipe da sutileza, ele utiliza-se de todos os meios possíveis para induzir o povo de Deus ao erro. O desejo dele é levar o maior número de pessoas ao inferno. Para isso ele usa até mesmo líderes disfarçados de “homens de Deus”.


III. A IGREJA É A GUARDIÃ DA SÃ DOUTRINA

A doutrina Bíblica é a manifestação da vontade de Deus para o homem. Ela é a substância da fé. Ela produz um poderoso avivamento na vida daqueles que a amam, a lêem e meditam de dia e de noite, como ordenou o Senhor ao seu servo Josué, capitão e líder do povo de Israel (Js 1:8).

Seguir a doutrina Bíblica é seguir a vontade de Deus para o homem e é por isso que muitos se têm levantado contra a doutrina, porque ela implica na renúncia do eu, na renúncia do ego, na renúncia de nós mesmos, sem o que é impossível seguir a Jesus (Mt 16:24).
1. A sã doutrina. A primeira nota característica que se escreve a respeito da Igreja Primitiva, a partir do dia de Pentecostes, foi o fato de que “perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2:42). Nessa Igreja, o trabalho principal dos crentes era encher Jerusalém da doutrina (At 5:28). A preocupação dos apóstolos era orar e ensinar a Palavra de Deus à igreja, ou seja, dar doutrina (At 6:2,4). Desta feita, estava edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Ef 2.20b). Os apóstolos transmitiram os ensinamentos de Jesus com fidelidade: (1Co 11:23; 1João 1:1-3).

Com estas informações que nos vêm do texto sagrado, temos alguma dúvida por que a igreja prosperava, estava sempre avivada e a todo instante o Senhor acrescentava aqueles que haviam de se salvar (At 2:47)? Creio que não! A Igreja prosperava simplesmente porque dava o primeiro lugar, em sua atividade, à sã doutrina. Isto não quer dizer que a igreja não sofresse oposição, nem que não enfrentasse falsos ensinos e heresias, ao contrário, os cristãos foram martirizados por causa de suas profundas convicções doutrinárias; não abriram mão delas. Ninguém arrisca sua vida por algo em que não acredita fortemente. Os cristãos não negaram Cristo nem sua palavra; para eles, os fundamentos de sua fé eram nítidos. A Igreja somente poderá manter-se pura e ataviada para se encontrar com Jesus se preservar a ortodoxia bíblica doutrinária.
2. Examinando tudo. O contexto evangélico brasileiro tem sido marcado nesses últimos anos pelo superficialismo. A ausência de conhecimento bíblico tem trazido conseqüências desastrosas a muitas igrejas. Mas nem tudo está perdido, existem muitos que não se dobraram diante dos profetas de Baal. Precisamos resgatar o antigo interesse pelo estudo da Bíblia, seja na Escola Dominical ou nos cultos de ensino.

Paulo exortou a igreja de Tessalônica (1Ts 5:21). Devemos avaliar o que ouvimos e reter o que é bom, genuíno e verdadeiro. O padrão pelo qual devemos provar toda pregação e todo ensino é a Palavra de Deus (Hb 5:14), ou mediante a revelação do Espírito Santo - o dom de discernimento (At 5:1-5). O crente não pode deixar-se levar pelos sinais e manifestações sobrenaturais, sem antes ter a certeza de que a sua origem é divina (1João 4:1-3).
3. Sólido mantimento. A Palavra de Deus, simbolizada pelo Pão, é um alimento sólido, básico, e nutritivo. A Bíblia nos fala de uma comunidade cristã que não havia crescido por falta de conhecimento da Palavra de Deus, como alimento sólido (Hb 5:12-13).

Todo crente necessita ler e estudar a Bíblia diariamente, para crescer no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (2Pedro 3:18). A Palavra também nos diz em 1Pedro 2:2,3 que por mais maduros e por mais que tenhamos experimentado da bondade do Senhor, do seu poder, da sua unção, dos seus dons e de tudo o mais que Ele, por sua infinita misericórdia derrama sobre nós, precisamos ser como crianças inconformadas que choram e clamam por mais de Deus, como bebês choram por leite. E ainda nos diz que precisamos pensar na bíblia, e nos alimentar para crescermos fortes no Senhor.

O que mais se vê nos dias de hoje são crentes que oram em línguas estranhas, profetizam na vida das pessoas, pregam com tanto entusiasmo que impressionam a muitos, mas quando a tempestade vem, eles não resistem e caem por falta de alimento sólido, por não conhecerem as escrituras e nem o poder de Deus (que é revelado em sua própria Palavra) (1Pe 2:2).
CONCLUSÃO

Portanto, conservar a pureza da doutrina pentecostal é manter sem alteração aquilo que o Senhor nos ensinou através da sua Palavra. É manter a simplicidade do Evangelho tal qual o encontramos nas Escrituras. É reconhecer a necessidade da busca do revestimento de poder e dos dons espirituais, a sua atualidade (pois Deus não muda) e aplicar estas dádivas divinas segundo os propósitos estabelecidos pelo Senhor e revelados na Bíblia Sagrada, que é a verdade (João17:17). Este é o verdadeiro “conservadorismo bíblico”, tão criticado por muitos e confundido, inadvertidamente, com uma postura retrógrada e farisaica.

02/06/2011

Protesto reúne 50 mil pessoas em Brasil

 



Cerca de 50 mil pessoas se reuniram em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para protestar contra o PLC 122, projeto de lei que criminaliza qualquer ação, opinião ou crítica que venha a ser interpretada como discriminação ou preconceito quanto ao homossexualismo no Brasil. Essa manifestação pacífica, organizada pelo pastor Silas Malafaia, culminou com a entrega ao presidente do Senado, José Sarney, de mais de 1 milhão de assinaturas de repúdio ao projeto.
Evangélicos, católicos e parlamentares se uniram nessa luta a favor da família e da liberdade de expressão. Afinal, a ementa prevê, dentre tantos outros pontos críticos, que, se um pastor, um padre ou um diretor de escola, por questões de princípios éticos, morais e institucionais, não quiser que haja manifestações de afetividade no pátio da igreja ou da escola, poderá ser processado e ir para a cadeia.
Além disso, apresenta como crime, no artigo 16, parágrafo 5ª, a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. “Aqui está o ápice do absurdo: o que é uma ação constrangedora, intimidatória, de ordem moral, ética, filosófica e psicológica? Com esse parágrafo 5º, a Bíblia pode virar um livro rotulado como “homofóbico”, pois qualquer homossexual poderá alegar que se sente constrangido ou intimidado pelos textos da Bíblia que condenam a prática homossexual”, explicou o pastor Silas.
Caravanas de diversas cidades brasileiras participaram dessa "marcha da família", como a própria imprensa denominou protesto pacífico. Ao receber as assinaturas contra o projeto, José Sarney, ponderou: “Com certeza levaremos em consideração essa manifestação expressiva”.
 
 
Fonte: http://www.vitoriaemcristo.org/_gutenweb/_site/gw-noticias-detalhe/?cod=459

31/05/2011

Rua Azuza

Templo Rua Azuza
 O reavivamento da Rua Azuza foi uma reunião de avivamento pentecostal que se deu em Los Angeles, Califórnia, liderada por William Joseph Seymour, um pregador afro-americano. Teve início com uma reunião em 14 de Abril de 1906 em um prédio que fora da Igreja Metodista Episcopal Africana e continuou até meados de 1915. O avivamento foi caracterizado por experiências de extase espiritual acompanhadas porfalar em línguas estranhas, cultos de adoração extravagante, e mistura interracial. Os participantes foram criticados pela mídia secular e teólogos cristãos por considerarem o comportamento escandaloso e pouco ortodoxo, especialmente para a época. Hoje, o avivamento é considerado pelos historiadores como principal catalisador para a propagação do pentecostalismo no século XX.
Templo Rua Azuza (hoje)

Assembléia de Deus: 100 anos de Pentecostes

I – INTRODUÇÃO:
No dia 19 do mês de novembro de 2010, completaram-se 100 anos que os pioneiros suecos Adolf Gunnar Vingren e Daniel Högberg, mais conhecidos como Gunnar Vingren e Daniel Berg, aportaram em solo brasileiro para dar início ao maior Movimento Pentecostal do mundo - as Assembleias de Deus no Brasil.
Berg e Vingren se conheceram poucos anos antes, quando estavam nos Estados Unidos - Berg, dedicando-se apenas ao trabalho secular e Vingren, como pastor ordenado pela Igreja Batista Sueca nos EUA. Ambos já haviam sido inflamados pelas chamas do Movimento Pentecostal norte-americano quando compartilharam entre si suas experiências e, juntos, em oração, receberam o chamado para o nosso país.



II - GUNNAR VINGREN:

Gunnar Vingren nasceu em Ostra Husby, Ostergotland, Suécia, a 8 de agosto de 1879. Era filho de pais batistas, que lhe ensinaram desde cedo a trilhar nos caminhos santos. Ainda muito pequeno, seus pais o levavam à Escola Dominical, onde seu pai era dirigente.

Em 1897, aos 18 anos, foi batizado nas águas na Igreja Batista em Wraka, Smaland, Suécia. Nessa época, assumiu a direção da Escola Dominical de sua igreja, substituindo seu pai. Em 14 de julho daquele ano, um artigo de uma revista, que falava sobre os sofrimentos de tribos nativas no exterior, o levou às lagrimas e a uma decisão que mudaria o rumo de sua vida.

- “Subi para o meu quarto e ali prometi a Deus pertencer-lhe e pôr-me à sua disposição, para honra e glória de seu nome. Orei também insistentemente para que Ele me ajudasse a cumprir esta promessa” - relatou o homem de Deus.

Em outubro de 1898, deixou a direção da Escola Dominical e foi participar de uma Escola Bíblica em Götabro, Närke.

- “Nunca mais na minha vida recebi uma instrução bíblica tão profunda como aquela. Pastor Kihlstedt nos quebrantava completamente com a Palavra de Deus. Ele nos tirava tudo, tudo, até que ficássemos inteiramente aniquilados como pó diante dos pés do Senhor. Depois vinha o irmão Emílio Gustavsson com o óleo de Gileade, e sarava as feridas da alma, alimentando nossos corações famintos com o melhor trigo dos celeiros de Deus. Oh, que tempo aquele! Fez-me bem pelo resto de toda a minha vida” - contou Vingren em suas memórias.

Aquela Escola Bíblica durou um mês e fazia parte de uma Federação Evangélica que tinha o objetivo de ganhar almas para Cristo. Depois dela, Vingren foi enviado com o evangelista Soderlund à província de Skane, seu primeiro campo de trabalho. Em seguida, evangelizou nas províncias de Västergötland e Tidaholm, onde adoeceu de papeira e foi curado instantaneamente após a oração de um grupo de irmãos. De lá, evangelizou em Rönneholm e retornou a Skane.

Após o serviço militar, foi atraído pela “Febre dos Estados Unidos”. Em 30 de outubro de 1903, embarcou na cidade de Gotemburgo num vapor que o levou à cidade de Hull, na Inglaterra. Dali, foi de trem para Liverpool, onde pegou outro vapor, com destino a Boston, Massachusets (EUA). Chegando lá, tomou um trem até Kansas City, onde morava seu tio Carl. Depois de uma semana, começou a trabalhar como foguista em Greenhouse até o verão. Foi porteiro de uma grande casa comercial na região e jardineiro, profissão que aprendera com seu pai. Em fevereiro de 1904, conseguiu um emprego no Jardim Botânico de Saint Louis. Aos domingos, Vingren assistia os cultos de uma igreja sueca estabelecida naquela cidade.

Em setembro de 1904, iniciou um curso de quatro anos no Seminário Teológico Batista Sueco, em Chicago. Durante o tempo em que morou em Kansas, pertencera à Igreja Batista sueca, onde fora exortado a voltar a estudar. Durante o curso, foi convidado a pregar em várias igrejas. Pelo Seminário, estagiou sete meses na Primeira Igreja Batista em Chicago, Michigan. Depois, estagiou nas Igrejas Batistas em Sycamore, Illinois; Blue Island, também em Illinois; e, por fim, em Mountain, Michigan.
Concluiu seus estudos e foi diplomado em maio de 1909. Nesse período, entregou uma solicitação para ser enviado como missionário. Enquanto a resposta não chegava, foi convidado para assumir o pastorado da Igreja Batista em Menominee, Michigan. Em junho daquele ano, assumiu a direção da igreja.
Nesse período, participou da Convenção Geral Batista dos Estados Unidos, onde foi decidido que seria enviado missionário para Assam, na índia, juntamente com sua noiva. A Convenção Batista do Norte o sustentaria. No início, Vingren convenceu-se de que esta era a vontade de Deus, mas, durante a Convenção, Deus mostrou-lhe o contrário. Voltando à sua igreja, enfrentou uma grande luta por causa de sua decisão. Finalmente, resolveu não aceitar a designação e comunicou sua decisão à Convenção por escrito. Por esse motivo, a moça com quem se enamorara rompeu o noivado. Ao receber a carta dela, respondeu:
- “Seja feita a vontade do Senhor”.
Por esse tempo, despontava um grande avivamento nos Estados Unidos, que culminou no atual Movimento Pentecostal que se espalhou pelo mundo no século 20. Nessa época, uma irmã que tinha o dom de interpretar línguas foi usada por Deus para dizer-lhe que seria enviado ao campo missionário, mas “somente depois de revestido de poder”.
No verão de 1909, Deus encheu o coração de Vingren com o desejo de receber o batismo no Espírito Santo. Em novembro daquele ano, ele pediu permissão à sua igreja para visitar a Primeira Igreja Batista Sueca, em Chicago, onde se realizava uma série de conferências. O seu objetivo era buscar o batismo no Espírito Santo. Após cinco dias de busca incessante, foi revestido de poder, falando em outras línguas como os discípulos no Dia de Pentecostes.
Foi nessas conferências que conheceu Daniel Berg, que se tornaria mais à frente seu grande amigo.
III – DANIEL BERG:
Daniel Högberg, conhecido no Brasil como Daniel Berg, nasceu a 19 de abril de 1884, na pequena cidade de Vargon, na Suécia, às margens do lago de Vernern. Quando o Evangelho começou a entrar nos lares de Vargon, seus pais, Gustav Verner Högberg e Fredrika Högberg, o receberam e ingressaram na Igreja Batista. Logo procuraram educar o filho segundo os princípios cristãos. Em 1899, Daniel converteu-se e foi batizado nas águas.
Em 1902, aos 18 anos, pouco antes do início da primavera nórdica, deixou seu país. Embarcou a 5 de março de 1902, no porto báltico de Gothemburgo, no navio M. S. Romeu, com destino aos Estados Unidos.
- “Como tantos outros haviam feito antes de mim”, frisava. O motivo foi a grande depressão financeira que dominara a Suécia naquele ano.

Em 25 de março de 1902, Daniel desembarcou em Boston. No Novo Mundo, sonhava, como tantos outros de sua época, em realizar-se profissionalmente. Mas Deus tinha um plano diferente e especial para sua vida.
De Boston, viajou para Providence, Rhode Island, para se encontrar com amigos suecos, que lhe conseguiram um emprego numa fazenda. Permaneceu nos Estados Unidos por sete anos, onde se especializou como fundidor. Com saudades do lar, retornou à cidade natal, onde o tempo parecia parado. Nada havia se modificado. Só seu melhor amigo, companheiro de infância, não morava mais ali.
- “Vive em uma cidade próxima, onde prega o Evangelho”, explicou sua mãe.

Logo chegou a seu conhecimento que seu amigo recebera o batismo no Espírito Santo, coisa nova para sua família. A mãe do amigo insistiu para que Daniel o visitasse. Aceitou o convite. No caminho, estudou as passagens bíblicas onde se baseava a “nova doutrina”. Chegando à igreja do amigo, encontrou-o pregando. Sentou e prestou atenção na mensagem. Após o culto, conversaram longamente sobre a “nova doutrina”. Daniel demonstrou ser favorável. Em seguida, despediu-se e partiu, pois sua intenção não era permanecer na Suécia, mas retornar à América do Norte.

Em 1909, após despedir-se dos pais, em meio à viagem de retorno aos Estados Unidos, Daniel orou com insistência a Deus, pedindo o batismo no Espírito Santo. Como não estava preocupado como da primeira vez, posto que já conhecia os EUA, canalizou toda a sua atenção à busca da bênção. Ainda no navio, ao aproximar-se das plagas norte-americanas, sua oração foi respondida.
A partir de então, sua vida mudou. Daniel passou a evangelizar como nunca e a contar seu testemunho a todos.

IV - O ENCONTRO ENTRE BERG E VINGREN
Foi então que, por ocasião das já mencionadas conferências em Chicago, Daniel encontrou-se com o pastor batista Gunnar Vingren, que também fora batizado no Espírito Santo. Os dois conversaram horas sobre as convicções que tinham. Uma delas é que tanto um como o outro acreditavam que tinham uma chamada missionária. Quanto mais dialogavam, mais suas chamadas eram fortalecidas.
Ao voltar à sua igreja em Menominee após as conferências em Chicago, Vingren começou a pregar a verdade de que “Jesus batiza no Espírito Santo e com fogo”. Em fevereiro de 1910, Vingren foi intimado a se afastar da igreja, que ficou dividida: metade cria na promessa e a outra a rejeitava. Os que rejeitaram obrigaram-no a deixar o pastorado.
No entanto, Vingren recebeu o apoio da Igreja Batista em South Bend, Indiana. Todos ali o receberam e creram na verdade. Na primeira semana, Jesus batizou dez pessoas no Espírito Santo. Naquele verão, quase vinte pessoas receberam a promessa. Assim, Deus transformou a Igreja Batista de South Bend em uma igreja pentecostal. Vingren pastoreou-a até 12 de outubro de 1910, quando começou a preparar-se para a viagem ao Brasil.
Quando Vingren voltou a South Bend, Berg estava trabalhando em uma quitanda em Chicago quando o Espírito Santo mandou que se mudasse para South Bend. Berg abandonou seu emprego e foi até lá onde encontrou Vingren pastoreando aquela Igreja Batista.
- “Irmão Gunnar, Jesus ordenou-me que eu viesse me encontrar com o irmão para juntos louvarmos o seu nome”, disse Berg.
- “Está bem!”, respondeu Vingren com singeleza.
Passaram, então, a encontrarem-se diariamente para estudar as Escrituras e orar juntos, esperando uma orientação de Deus.
V - O CHAMADO E A CHEGADA AO BRASIL:
Foi em South Bend que Vingren e Berg foram revelados pelo Espírito Santo, através da instrumentalidade do irmão Olof Uldin (que havia conhecido Vingren e Berg), sobre vários acontecimentos futuros a respeito dos dois. Entre outras coisas, Deus lhes dissera que deveriam ir para um lugar chamado Pará; que o povo desse lugar era de um nível social muito simples; que Gunnar deveria lhes ensinar os rudimentos da doutrina bíblica; que Berg e ele comeriam comidas simples, mas não lhes faltaria nada; e que Vingren casaria com uma moça chamada Strandberg (Anos depois, quando de retorno à Suécia após o início da obra no Brasil, Vingren conheceria a enfermeira Frida Strandberg, com quem se casaria).
Ao ouvirem pela primeira vez o nome do lugar para onde Deus os chamara, não sabendo onde era, foram até a biblioteca pública da cidade, onde descobriram que o Pará ficava no Norte do Brasil. Depois de orarem, Berg e Vingren aceitaram o destino.
Após a revelação divina dada ao irmão Olof Uldin de que o lugar para onde deveriam ir era o Pará, no Brasil, Daniel Berg, contra a vontade dos seus patrões, abandonou o emprego. Eles argumentaram: - “Aqui você pode pregar o Evangelho também, Daniel; não precisa sair de Chicago”.
Mas, ele estava convicto da chamada e não voltou atrás.
Ao se despedir, Berg recebeu de seu patrão uma bolacha e uma banana. Essa era uma tradição antiga nos Estados Unidos. Simbolizava o desejo de que jamais faltasse alimento para a pessoa que recebesse a oferta. Esse gesto tocou o coração de Berg, que em seguida partiu com Vingren para Nova Iorque, e de lá para o Brasil em um navio.
Deus proveu milagrosamente a quantia certa para a viagem.
Durante a viagem, ganharam um tripulante para Cristo. Quatorze dias após saírem de Nova Iorque, chegaram ao Pará. Era o dia 19 de novembro de 1910.
Em Belém, moraram no porão da Igreja Batista localizada na Rua Balby, n° 406. Depois, passaram um tempo na casa do irmão presbiteriano Adriano Nobre, em Boca do Ipixuna, às margens do Rio Tajapuru. Hospedaram-se no mesmo quarto onde morava o irmão Adrião Nobre, primo de Adriano. De volta a Belém, retornaram ao porão da igreja. Por esse tempo, já falavam um pouco de português. O primeiro professor deles fora o irmão Adriano.
As irmãs Celina Albuquerque e Maria de Nazaré creram na mensagem pentecostal e receberem o batismo no Espírito Santo. Criou-se, então, uma discussão na igreja, que culminou na expulsão de 19 membros, mais Vingren e Berg. Em 18 de junho de 1911, nascia a Missão de Fé Apostólica, que em 11 de janeiro de 1918 foi registrado oficialmente com um novo nome, Assembleia de Deus, nome este que a nova igreja já usava desde 1916. Era uma igreja sem vínculos estrangeiros, genuinamente brasileira, e que se tornaria a maior igreja pentecostal do mundo.


VI - DO NORTE PARA TODO O BRASIL
O TRABALHO EVANGELÍSTICO E A EXPANSÃO NACIONAL - Daniel Berg e Gunnar Vingren, juntamente com os primeiros membros da igreja, começaram a realizar cultos em outros locais em Belém e a evangelizar em lugares distantes dessa cidade, principalmente nas ilhas paraenses.
Logo, novos companheiros missionários foram chegando. Os primeiros foram Otto e Adina Nelson (1914), Samuel e Lina Nystróm(1916), Frida Vingren (1917) e Joel e Signe Carlson (1918). Também, a igreja começou a ordenar seus primeiros pastores: Isidoro Filho (1912); Absalão Piano (1913); Crispiniano de Melo; Pedro Trajano; Adriano Nobre; Clímaco Bueno Aza (1918); José Paulino Estumano de Morais (1919); Bruno Skolímowski (1921).
Membros das igrejas, missionários estrangeiros e pregadores nacionais, impelidos pelo ardor evangelístico pentecostal, começaram a visitar outros Estados, principalmente onde tinham parentes. Dessa maneira, apesar das muitas lutas e perseguições, aconteceram os primeiros passos para a fundação de igrejas em todas as regiões do país: Ceará (1914); Alagoas (1914); Paraíba (1914); Roraima (1915); Pernambuco (1916); Rio Grande do Norte (1911, 1918); Maranhão (1921); Espírito Santo (1922); Rondônia (1922); São Paulo (1923); Rio de Janeiro (1924); Rio Grande do Sul (1924); Bahia (1926); Piauí (1927); Minas Gerais (1927); Sergipe (1927); Paraná (1928); Santa Catarina (1920, 1931); Acre (1932); Goiás (1936); Mato Grosso (1936); Mato Grosso do Sul (1944) e Distrito Federal (1956).

OS MISSIONÁRIOS E O DESENVOLVIMENTO DOUTRINÁRIO NAS ASSEMLEIAS DE DEUS - Atuaram entre as Assembleias de Deus, missionários escandinavos (suecos, noruegueses e finlandeses) e norte-americanos. Nas primeiras cinco décadas das Assembleias de Deus, os missionários escandinavos tomaram iniciativas que contribuíram para o desenvolvimento doutrinário da igreja. Eles fundaram jornais (Boa Semente, O Som Alegre, Mensageiro da Paz), criaram as Lições Bíblicas para a Escola Dominical, editaram os primeiros hinários (Cantor Pentecostal e Harpa Cristã), publicaram livros e folhetos evangelísticos, promoveram as primeiras Escolas Bíblicas que duravam um mês, e fundaram a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), em 1940.
Em 1936, os primeiros missionários das Assembleias de Deus norte-americanas chegaram oficialmente ao Brasil. Eles passaram a atuar juntamente com a liderança sueca, principalmente no ensino bíblico e investiram na publicação de livros teológicos, no ensino teológico formal e no estabelecimento gráfico da CPAD.
Dentre os missionários pioneiros nessas áreas do desenvolvimento bíblico-doutrinário, estão: Gunnar Vingren, Frida Vingren, Samuel Nystróm, Nils Kastberg, Otto Nelson, Nels Nelson, Joel Carlson, Eurico Bergstén, Orlando Boyer, N. Lawrence Olson, John Peter Kolenda, João Kolenda e Ruth Doris Lemos, Thomas Reginald Hoover e Bernhard Johnson Jr.


A ASSEMBLEIA DE DEUS NOS DIAS ATUAIS - A igreja chegou ao seu primeiro centenário apresentando um crescimento vertiginoso e acelerado, consolidando-se como a maior expressão do pentecostalismo brasileiro. Numa estimativa feita em 2005, com bases em números do Censo Brasileiro, divulgada no jornal Mensageiro da Paz, as Assembleias de Deus teriam chegado a 20 milhões de fiéis espalhados por todo o país em 2010, e representariam 40% dos evangélicos brasileiros ao completar l00 anos de fundação. São mais de trinta mil pastores, mais de seis mil igrejas-sede, mais de dois mil missionários, milhares de obreiros e mais de 100 mil locais de cultos nos mais de cinco mil municípios brasileiros.


VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

CREMOS:
1) Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19 e Mc 12.29).
2) Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17).
3) Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9).
4) Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurar a Deus (Rm 3.23 e At 3.19).
5) Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8).
6) No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9).
7) No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12).
Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e l Pe 1.15).

9) No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7)

10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade (I Co 12.1-12).
11) Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira — invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda — visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (I Ts 4.16, 17; I Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc l4.5 e Jd l4).
12) Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2 Co 5.10).
13) No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15).
14) E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25:46)
Somos a continuidade do trabalho iniciado pelos pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg. O Centenário não deve ser apenas um fato para comemorarmos, mas para despertar-nos a continuar pregando a mensagem que deu início à nossa caminhada em território nacional: Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará!



Fontes de consulta:
Jornal Mensageiro da Paz – Ano 80 – Número 1506 – Novembro de 2010
Lições Bíblicas CPAD – 2º Trimestre de 2011 – Comentarista da Lição nº 10 – Isael de Araújo
Publicado no blog Escola Biblica Dominical para Todos

27/05/2011

LIÇÃO 9 - A Pureza do Movimento Pentecostal

INTRODUÇÃO

O verdadeiro Movimento Pentecostal está fundamentado sobre duas colunas vitais: A Palavra (a Bíblia Sagrada) e o Poder de Deus, pela ação do Espírito Santo. Assim era a Igreja primitiva. A história do Movimento Pentecostal é, até os dias de hoje, a história da busca do revestimento de poder e dos dons espirituais por parte daqueles que, crendo na Palavra de Deus, dão atenção aos ensinos e relatos bíblicos relativos à igreja primitiva. O Espírito Santo tem sido derramado sobre aqueles que, em vez de se iniciarem em controvérsias teológico-filosóficas a respeito da operação do Espírito de Deus, têm prestado atenção ao texto bíblico e têm seguido os mesmos passos dos discípulos da igreja primitiva, orando e buscando o dom do Espírito Santo. Onde tem havido busca do revestimento do poder e dos dons espirituais, o Senhor tem cumprido a Sua Palavra e batizado crentes com o Espírito Santo e concedido dons espirituais.
I. A ORIGEM DO PENTECOSTES CRISTÃO

1. O ponto de partida. O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, inaugura o movimento pentecostal (At 2:1-47). Como nos explica a própria Bíblia, a lei, com todas as suas cerimônias, ritos e prescrições, tinha uma finalidade educativa - pedagógica, pois servia de “sombra” das coisas que estavam para vir (Cl 2:16,17; Hb 10:1), tudo tendo sido escrito para nosso ensino (Rm 15:4). Assim, a festa judaica de Pentecostes é uma figura, um símbolo, um tipo do derramamento do Espírito Santo e, por isso mesmo, este derramamento se iniciou num dia de Pentecostes, para que, através do que está escrito sobre esta festa judaica, entendêssemos o significado desta operação espiritual, que é fundamental para a nossa vida cristã.

Não é coincidência que o derramamento do Espírito Santo tenha se iniciado no dia de Pentecostes. Em primeiro lugar é importante salientar que estamos diante do “ano aceitável do Senhor” (Lc 4:19), ou seja, o tempo em que haveria a pregação do evangelho. Este ano se iniciou com a morte de Jesus Cristo no Calvário, que nos abriu um novo e vivo caminho para o Pai (Hb 10:20), episódio que, por inaugurar este ano do Senhor, nada mais é que a Páscoa (1Co 5:7). Tanto assim é que, no dia seguinte ao sábado da páscoa, era oferecido um molho das primícias da colheita ao sacerdote (Lv 3:10), que seria movido perante o Senhor, primícia esta que outra não é senão o primogênito dentre os mortos, aquele que ressuscitou no primeiro dia da semana, Cristo Jesus (1Co 15:20,23; Cl 1:18). Em seguida, cinquenta dias depois, vinha o Pentecostes, a festa que indica o início da colheita no ano, ou seja, a ocasião que demonstra o início da salvação da humanidade através da Igreja, o início do movimento do Espírito Santo, baseado no sacrifício de Cristo, com poder e eficácia, em prol da colheita das almas para o reino celestial, algo que perdurará até a festa da colheita final, até o final deste ano, que se dará com a terceira festa, a festa das trombetas ou festa dos tabernáculos, que representa a volta de Cristo, o arrebatamento da Igreja.

2. Como surgiu o termo pentecostalismo. O termo “pentecostalismo” vem da palavra “Pentecostes”(nome atribuído no Antigo Testamento a uma das três principais festas do povo Judeu: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos), haja vista ter sido na Festa de Pentecostes que os discípulos de Jesus receberam a virtude do Espírito (cf. Atos 2). Os Pentecostais crêem no batismo bíblico com o Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a Sua vontade, e na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a Sua soberana vontade. Isto é pentecostalismo. Todavia, este termo é do início do século XX, quando houve o derramamento do Espírito Santo nos Estados Unidos da América, semelhante à manifestação de Atos dos Apóstolos capítulo 2.

O Pentecostalismo iniciado na Rua Azusa, em Los Angeles, em 1906, está completando 105 anos em 2011. E, como resultado de sua consistência e seriedade, tem-se mantido por todo esse tempo e com certeza continuará até a volta do Senhor. Os desvios e abusos que eventualmente têm surgido não podem descaracterizar aquilo que nasceu no coração de Deus, que é reavivar o seu povo para uma obra do fim. Que Deus nos ajude a ser renovados a cada dia!
II. A TRAJETÓRIA DO PENTECOSTALISMO

Um dos pontos essenciais do pentecostalismo é a crença de que o avivamento da Igreja é contínuo, ou seja, que Deus não cessa de intervir no meio de Seu povo para impedir que a vida espiritual deixe de ser abundante. O livro de Atos registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da obra vivificadora do Espírito Santo na história da igreja.

1. A promessa da efusão do Espírito. A efusão do Espírito Santo significou o início do cumprimento de Deus registrado nas profecias de Joel, capítulo 2, verso 28, de derramar seu Espírito sobre todo o seu povo nos tempos do fim. Esse derramamento resultou num fluir sobrenatural do Espírito Santo entre o povo de Deus.

A maior parte dos chamados evangélicos tradicionais (ou reformados), ou seja, as denominações evangélicas surgidas durante a Reforma Protestante, movimento de renovação espiritual surgido a partir do século XV na Europa e que teve, entre outros, grandes expressões nas figuras de Martinho Lutero e João Calvino, argumentam que o derramamento do Espírito Santo foi um acontecimento restrito ao dia de Pentecostes ou, quando muito, aos tempos apostólicos.

Pelo que podemos, portanto, concluir, pelas Escrituras, o derramamento do Espírito Santo, qual ocorreu no Pentecostes, é uma manifestação que tem sua duração prevista até o “grande e glorioso dia do Senhor”.

2. O Movimento Pentecostal tem o testemunho dos séculos. A história da Igreja tem comprovado que os elementos característicos do Movimento Pentecostal não são uma realidade circunscrita aos tempos apostólicos. Durante todos os avivamentos ocorridos nestes dois milênios, tem havido registros da manifestação do batismo com o Espírito Santo e dos espirituais. Grandes homens de Deus, mesmo entre os chamados “reformados”, mostra-nos a história, receberam esta bênção.

Conforme relato que li de alguns estudiosos, a partir da Reforma Protestante, quando a Igreja consegue se livrar dos dogmas romanistas de forma ostensiva e organizada, a história começa a registrar episódios do fenômeno da glossolália, ou seja, do falar em línguas estranhas, com cada vez maior intensidade. T. L. Souer, em sua obra História da Igreja Cristã, no volume 3, na página 406, informa que Martinho Lutero falava em línguas estranhas, sendo que, no século XVII, entre os quacres (grupo religioso protestantes formado na Grã-Bretanha), é dito que, com freqüência, os crentes recebiam o derramamento do Espírito e falavam em línguas, fenômeno que era, também, comum entre os pietistas, grupo protestante da Alemanha.

Seria, porém, no século XIX, que os casos de glossolália aumentariam. Nada mais adequado e oportuno, portanto, que analisemos a Bíblia Sagrada e verifiquemos em que se baseiam as chamadas “doutrinas bíblicas pentecostais”, que nada mais são que os ensinos das Escrituras a respeito da atualidade da operação do Espírito Santo na Igreja, crença esta que foi a principal motivadora para este movimento que, por crer que o Espírito Santo continuava a atuar da mesma maneira que na igreja primitiva, proporcionou a evangelização de praticamente o mundo inteiro em cem anos.
III. O VERDADEIRO PENTECOSTALISMO

O pentecostalismo, embora apresentado pelos evangélicos tradicionais como uma “inovação” foi, na verdade, a retomada da verdade bíblica da atualidade do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais, portanto, não representou qualquer novidade, mas, pelo contrário, o retorno ao que está na Bíblia, à volta ao texto sagrado, esquecido e desprezado pelos tradicionais quanto a este aspecto. Que bom seria, aliás, que todos nós fôssemos conservadores neste prisma, ou seja, que sempre nos mantivéssemos fiéis e agarrados ao texto bíblico.

1. Características das igrejas pentecostais. Se o movimento Pentecostal é atemporal (contínuo) e bíblico, devemos observar nas próprias Escrituras quais são as suas características, até para que não nos deixemos enganar pelos “falsos avivamentos”, manifestações espirituais espúrias e que nada mais são que falsificações e imitações do inimigo de nossas almas; verdadeiros “ventos de doutrinas” que também estão a aumentar em número, mormente agora quando se aproxima o dia da nossa glorificação.

São igrejas verdadeiramente pentecostais as que:

a) Tem a Bíblia como a sua regra de fé e prática. A Bíblia é o livro da igreja. Igrejas que não valorizam a Palavra de Deus não podem ser consideradas igrejas cristãs. Não são servas da Palavra e nem serva de Cristo. São servas de teologias, de filosofias, do pós-modernismo, do relativismo; são servas de seus fundadores, de seus dogmas, mas não tem Cristo como Senhor, nem sua Palavra como regra de fé e prática. A Bíblia é o Livro de Deus para a Igreja; é nela que encontramos as diretrizes para atingirmos à santidade (ver Ef 4:24-32).

Não se pode concordar com aqueles que identificam o “pentecostalismo” como uma doutrina puramente mística, que privilegia a subjetividade, ou seja, a emoção de cada pessoa, que defenda um “contacto direto e místico” com Deus. A doutrina pentecostal é, sobretudo, bíblica, ou seja, está fundada nas Escrituras e se baseia totalmente nelas. Portanto, o verdadeiro pentecostalismo não admite qualquer outra revelação além das Escrituras Sagradas, pois prima pela ortodoxia bíblica e pela sã doutrina(Gl 1:6-9).

b) Mantém a Comunhão, ou seja, a união entre os crentes e o Senhor, e entre os próprios crentes. Comunhão com Deus significa a separação do pecado e a separação para Deus, a santificação progressiva; enquanto que a comunhão com os irmãos representa a união fraternal, o exercício do verdadeiro amor, o amor divino entre os irmãos, sem o qual não se pode dizer que há amor a Deus (1João 2:9-11; 4:7,8). Preservar o verdadeiro Pentecostes é demonstrar o amor a Deus, evitando o pecado, como também amando o próximo.

c) Conserva o avivamento iniciado no dia de Pentecostes: a manifestação do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. É a mesma preocupação que havia no cerimonial do tabernáculo e, depois, do templo de Jerusalém, de não se permitir que o fogo do altar se apagasse (Lv 6:13).

d) Tem compromisso com a santidade. Para manter o Espírito Santo ativo em nós, faz-se necessário que nos mantenhamos separados do pecado, que não voltemos a pecar, bem como que prossigamos a obedecer ao Senhor Jesus. O segredo da conservação do verdadeiro Pentecostes está na santificação e na observância da Palavra de Deus.

O Senhor abomina quem quer se servir dEle, ou seja, quem almeja receber as bênçãos prometidas por Deus aos homens, quem quer, inclusive, ter o poder de Deus na sua vida, mas que não quer, de forma alguma, submeter-se ao senhorio de Cristo. Deus não se deixa escarnecer e, portanto, quem pensa que poderá servir a Deus pecando, terá uma grande decepção naquele Dia! (Mt 7:21-23).

e) Obedece de forma irrestrita a Palavra de Deus. Não basta orarmos, nem tampouco meditarmos na Palavra de Deus, mas precisamos pôr em prática aquilo que aprendemos ao estudarmos a Bíblia Sagrada, como também aquilo que recebemos da orientação direta do Espírito Santo. O conhecimento teórico das Escrituras de nada serve. Jesus mostrou que os fariseus tinham amplo e correto conhecimento da Lei, mas não viviam coisa alguma daquilo que ensinavam (Mt.23:1-3).

f) Mantém a mesma postura dos discípulos e da igreja primitiva, que não se cansava de anunciar a salvação na pessoa de Jesus Cristo, conforme as demandas da Grande Comissão(Mc 16:15-20).

2. Novos Movimentos. O pentecostalismo é um movimento bíblico, e suas doutrinas também são. Um culto legitimamente pentecostal não ignora 1Coríntios 14; antes, oferece um culto racional a Deus, com ordem e decência. Portanto, está com razão aqueles que não aceitam a palavra “neopentecostalismo”, que vem sendo utilizada por estudiosos da religiosidade nos últimos anos, para identificar os movimentos e denominações que têm surgido a partir da década de 1970 e que se constituem, hoje, no ramo que mais cresce entre os chamados “evangélicos”, pelo menos nos países sul-americanos. Não se pode ter um “novo Pentecostes”, ou seja, uma “nova doutrina pentecostal”, ou ainda, para se usar de expressão tão em moda naqueles segmentos referidos, de uma “nova unção”.

A doutrina pentecostal não é uma “inovação”, nem uma “novidade”, mas é algo que está presente na Igreja desde o seu primeiro dia de manifestação ao mundo, ou seja, o dia de Pentecostes, pois é algo que está na Palavra de Deus e, sabemos todos, que esta Palavra não muda, nem jamais mudará (Sl 33:11; Mt 24:35; Lc 21:33; 1Pe 1:23,25). Por isso, seria correto falarmos em “neoigrejas pentecostais”, mas não em “igrejas neopentecostais”.

Sal grosso, fita vermelha, oração por copo d’água, manto de prosperidade, … Não há base bíblica para isso. Tudo isso é fruto dos manipuladores da Palavra da Verdade.

O pentecostalismo autêntico é bíblico, e seus frutos são excelentes! Contudo, sempre há aqueles que dizem o que a Bíblia não diz e mancham o nome de todo um povo. Afastemo-nos, pois, dos falsos ensinos e não larguemos a Palavra de Deus. Busquemos o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais, para sermos testemunhas eficazes de Jesus até os confins da Terra!
CONCLUSÃO

Salvar ou assegurar a pureza do Movimento Pentecostal é conservá-lo intacto, mantê-lo genuíno, ou seja, fazer permanecer as suas características, as suas finalidades.

O derramamento do Espírito Santo tem como objetivo transmitir o poder de Deus ao Seu povo até o fim da dispensação da graça, a fim de criar condições para que haja a evangelização do mundo bem como o aperfeiçoamento dos santos até a volta de Cristo. É esta a finalidade do Pentecostes.

Devemos manter estes propósitos constantes das Escrituras: o poder de Deus é transmitido para a glória do Senhor, para a salvação das almas e para o aperfeiçoamento dos santos. Qualquer outro intento que se apresente deve ser repudiado.

Não se pode adotar o misticismo estéril (porque não gera frutos para o reino de Deus) que tanto tem invadido as igrejas locais, nem tampouco se dispensar o verdadeiro Pentecostes por conta de uma “ortodoxia” que, em verdade, representa um formalismo vazio, oco e que, não raro, revela um descrédito no Evangelho completo e poderoso, tal qual constante nas páginas sagradas.