16/06/2015

Lição 12 – A morte de Jesus

Escola Bíblica Dominical Ass. de Deus Ministério Despertando Vidas
2º trimestre de 2015 –
Jesus, o Homem Perfeito. O Evangelho de Lucas, o médico amado

Lição 12 – A morte de Jesus

Orientação Pedagógica

Martin Buber aplicou à Pedagogia os conceitos que usava em sua defesa da paz. Ele explica como, a seu ver, o processo educativo deve privilegiar a conversa e a cooperação entre as crianças. Para ele, saber se relacionar é mais importante do que ser individualmente bem-sucedido. "A relação eu-tu é um ato essencial do homem, atitude de encontro entre dois parceiros na confirmação mútua", destaca Newton Aquiles von Zuben, professor de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas e tradutor de Buber para o português. Essa união tem como pressuposto o nós e só existe se houver diálogo.
Podemos aprender com este teórico a valorização do nosso próximo, devemos ouvir e aprender com nossos alunos, enfim, o diálogo é importante para isso.

Introdução:
O centro da pregação cristã é a vida, obra, morte e ressurreição de Cristo, ou seja, a mensagem cristocêntrica, mesmo que muitos não a aceitem, mesmo que alguns a considere loucura: Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. 1 Co 1.18. Hoje, estudaremos sobre a morte do Salvador na cruz do Calvário.

A Crucificação ou crucifixão foi um método de execução utilizado na Antiguidade e comum tanto em Roma quanto em Cartago. Abolido no século IV, por Constantino, consistia em torturar o condenado e obrigá-lo a levar até o local do suplício a barra horizontal da cruz, onde já se encontrava a parte vertical. De braços abertos, o condenado era pregado na madeira pelos pulsos ou mãos e pelos pés e morria, depois de horas de exaustão, por asfixia e parada cardíaca (a cabeça pendida sobre o peito dificultava sobremodo a respiração): "Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé." (Jo 20 .27)


1)      Momentos antes: a intensa agonia

Antes da crucificação, Jesus passou por momentos de fortes emoções, afinal, teve que enfrentar alguns momentos angustiantes:
a)      Fora traído: E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem? (Lc 22:48)
b)      Fora negado:  E Pedro disse: Homem, não sei o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes.Lc 22:60,61
c)      Abandonado por alguns: E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.” (Jo 19:25,26)

2)      Jesus no Getsêmani

O médico amado, Lucas, é o único evangelista que narra estes detalhes. O Getsêmani, prensa de azeite em hebraico, ficava a leste de Jerusalém, no monte das Oliveiras. No lugar onde as azeitonas eram prensadas e esmagadas, Jesus também foi preso e esmagado.
O Getsêmani tem um formato de quadrilátero, medindo cerca de cinquenta metros de superfície, e está rodeado por um muro.
Jesus inicia a sua oração e sob intensa agonia e ansiedade, o duro combate se inicia na luta espiritual. Os batimentos cardíacos do Mestre se intensificam com rapidez e de tal maneira que seu suor produz grandes gotas de sangue, que lhe cobriu o corpo e correram até o chão.

"E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão." Lucas 22:44

O fenômeno é cientificamente conhecido pelo nome de hematidrose. Hêmato+hidrose hêmato = a palavra é composta pelos radicais gregos: haima (de haimatos), que significa "sangue". Hidrose = suor, transpiração.

 A pessoa quando submetida sob tensão ou ansiedade extrema, as artérias se rompem e o sangue penetra nas glândulas sudoríparas.

 A hematidrose é um fenômeno raríssimo apenas uma fraqueza física excepcional onde o corpo inteiro dói, acompanhada de um abatimento moral violento causada por uma profunda emoção, por um grande medo. Apenas um ato destes pode causar o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas onde o suor anexa-se ao sangue formando a hematidrose. A hematidrose pode ser mais entendida como uma transpiração de sangue acompanhada de suor.

Portanto, ler no evangelho que Jesus suou sangue, não se trata de uma coisa ingênua, como alguns pensam.

Nos Estados Unidos foram registrados mais de 100 casos. Por exemplo. Pessoas que antes de irem para a cadeira elétrica, sob forte tensão por saber que iam morrer, transpiraram sangue.

Pessoas com medo minutos antes da morte, em caso de naufrágios, tempestades destruidoras, etc. Também transpiraram sangue.

3)      Os julgamentos de Jesus
 Antes ainda da crucificação, o Mestre fora julgado: os seis julgamentos

1º Anãs, ex-sumo sacerdote dos judeus (Jo 18: 13-23)
Falsamente acusado de desacato a Anãs
ILEGAL – realizado à noite. Sem acusação específica. Prevenção. Violência.
Judaico e Religioso
Declarado culpado de desacato e levado às pressas a Caifás

2º Caifás, genro de Anãs (Mt 26:57-68; Mc 14:53-65; Jo 18:24)
Declarar ser o Messias, O Filho de Deus – blasfêmia (punida de morte, segundo a lei dos judeus)
ILEGAL – Preso à noite. Testemunho falsa. Prevenção. Violência.
Judaico e Religioso
Declarado culpado de blasfêmia e levado às pressas ao Sinédrio

3º O Sinédrio – formado por setenta homens que governavam Israel religiosamente. (Mc 15: 1ª Lc 23: 1-7)
Declarar ser o Filho de Deus – blasfêmia
ILEGAL – Cristo foi mantido preso, embora fosse considerado inocente. Sem advogado de defesa. Violência.
Judaico e Religioso
Declarado culpado de blasfêmia e levado às pressas ao oficial romano, Pilatos.

4º Pilatos, governador da Judéia, que já estava sendo “fritado” por Roma (Mt 27: 11-14; Mc 15:1b-5 Lc 23:1-7; Jo 18:28-38)
Traição (a acusação foi mudada, pois traição era punida com a morte por Roma)
ILEGAL – Falta de dados. Zombaria no tribunal. Sem advogado de defesa. Violência
Romano e Civil
Declarado inocente..., mas lavado às pressas a Herodes Antipas, a multidão rejeita o julgamento de Pilatos.

5º Herodes Antipas, governador da Galiléia (Lc 23:8-12)
Nenhuma acusação foi feita
ILEGAL – Sem provar a culpa
Romano e Civil
Maltratado e humilhado; retornou a Pilatos sem nenhuma decisão de Herodes Antipas

6º Pilatos (segunda vez) – (Mt 27:15-1; Mc 15:6-1; Lc. 23:18-2; Jo 18:29-19:6)
Traição, mas sem provas. (Pilatos propõe que a multidão escolha entre Cristo e um criminoso, Barrabás

4)      A importância da cruz
 A cruz tem uma extrema relevância na vida da igreja. Não existe evangelho sem cruzO pastor José Gonçalves, faz as seguintes considerações abaixo, a respeito da cruz:

a)      Na cruz Jesus cumpriu profecias (Is 53.1-12; Gn 3.15)
b)      Na cruz Jesus venceu o pecado (2 Co 5.21; Cl 2.13). O pecado corrói, é contagioso, atrai maldição, quebra a comunhão com Deus
c)      Na cruz Jesus venceu a Satanás (Cl 2.15)
d)      Na cruz Jesus destronou a nossa natureza adâmica (Rm 6.6; Ef 4.17)
e)      Na cruz Jesus nos deu filiação divina  (Jo 1.12; 1 Co 1.18-31)
  
Conclusão
Com certeza, entendemos que a crucificação de Jesus foi realizada a pedido dos líderes religiosos e conforme a lei romana, sobretudo, na esfera espiritual, sabemos que os nossos pecados, as nossas transgressões levaram Jesus à cruz. Devemos lembrar sempre deste fato importantíssimo na história, pois através da cruz, temos os nossos pecados perdoados quando agimos segundo a sua vontade!

Bibliografia
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin. Hagnos
Ensinador Cristão. Ano 16 - nº 62. CPAD
Enciclopédia da Vida de Jesus. Louis Claude Fillion. Central Gospel
Introdução ao Novo testamento. D.A. Carson, Douglas J. Moo, Leon Morris. Vida Nova
Teologia Sistemática. Stanley M. Horton. CPAD
Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. José Gonçalves. CPAD


Pr. Manoel Flausino
Diretor de Ensino e Superintendente de Escola Dominical, escritor, formado em Teologia, Pedagogia e especialista em Psicopedagogia e Gestão de Pessoas.

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09/06/2015

Lição 11 – A última Ceia



Escola Bíblica Dominical Ass. de Deus Ministério Despertando Vidas
2º trimestre de 2015 –
Jesus, o Homem Perfeito. O Evangelho de Lucas, o médico amado

Lição 11 – A última Ceia

Orientação Pedagógica
          Quantas vezes você já ouviu falar na necessidade de valorizar a capacidade de pensar dos alunos? De prepará-los para questionar a realidade? De unir teoria e prática? De problematizar? Se você se preocupa com essas questões, já esbarrou, mesmo sem saber, em algumas das concepções de John Dewey (1859-1952), filósofo norte-americano que influenciou educadores de várias partes do mundo. No Brasil inspirou o movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira, ao colocar a atividade prática e a democracia como importantes ingredientes da educação.         
          Foi um dos primeiros a chamar a atenção para a capacidade de pensar dos alunos. Dewey acreditava que, para o sucesso do processo educativo, bastava um grupo de pessoas se comunicando e trocando ideias, sentimentos e experiências sobre as situações práticas do cotidiano

Introdução:
          Estamos diante de um tema muito rico, amplo e de suam importância para cada um de nós: a ceia do Senhor. Não queremos propor aqui formas de celebração, ou normas para a realização deste ato, mas sim, queremos lembrar esta importantíssima ordenança do Senhor Jesus para a vida de sua igreja.
“Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim.”



1)      A Santa Ceia
          A Santa Ceia ou Ceia do Senhor foi instituída e ordenada pelo Senhor Jesus antes de ter sido traído por Judas e posteriormente negado por Pedro. Era a celebração da Páscoa judaica. O fato foi registrado nos quatro evangelhos em Mateus 26:17-30, Marcos 14:12-26, Lucas 22:7-39 e João 13:1-17:26. Além disso, ela também é tratada em 1 Coríntios 11:23-32.
          O ato da ceia do Senhor demonstra que Jesus se entregou por cada um de nós.

a)      A páscoa
          O Senhor emitiu uma ordem específica a seu povo. A obediência a essa ordem traria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tomaria um cordeiro macho, de um ano de idade, sem defeito e o sacrificaria. Famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Ex. 12.4). Os israelitas deviam aspergir parte do sangue do cordeiro sacrificado nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele não mataria os primogênitos das casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas. Daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima”, ou “poupar”. Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus,” Jesus Cristo, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (Jo. 1.29).

2)      Reflexões sobre a Ceia
a)      visão retrospectiva. É um momento para lembrarmos do sacrifício de Jesus na cruz do calvário.
b)      Em segundo lugar, há uma visão prospectiva. Esse olhar é direcionado para frente, para aguardamos a volta do Senhor Jesus vivendo conforme a Sua Palavra.
c)      No entanto, em terceiro lugar, deve haver uma visão introspectiva. Somos chamados a olhar para dentro de nós mesmos, a fim de nos prepararmos para a Mesa do Senhor.

3)       Transubstanciação e Consubstanciação

          A Igreja católica Romana ensina que Cristo está presente na Ceia pela “transubstanciação”, como definida pelo Concílio Lateranense de 1215. “Transubstanciação” significa que a substância do pão e do vinho é miraculosamente transformada em corpo e sangue de Cristo. O pão e o vinho deixam de ser pão e vinho, embora pareçam ser.  De acordo com essa visão, a ceia deve ser ministrada ao povo num só elemento, a hóstia, nome dado a um pequeno pão sem fermento, de formato arredondado. Esse elemento, dizem, após ser consagrado pelo sacerdote ministrante, passa por uma transformação em sua substância. Nos tempos da Reforma, Lutero chamada de “consubstanciação” ensina que o corpo e o sangue de Cristo estão presentes “em, com e sob” a forma de pão e vinho, que em si mesmos, permanecem sendo pão e vinho, e não corpo e sangue.
          O pão representa o corpo de Cristo e o suco de uva o sangue do Salvador.
           Entendemos então, a Santa ceia, com um memorial, em que Cristo está presente não como pão ou suco de uva, mas em cada crente, através do Espírito Santo de Deus.
         
Conclusão

          Devemos participar da Santa ceia com o coração puro, demonstrando temor e obediência ao Senhor, pois não devemos fazê-lo indignamente.
          Lembremo-nos quem estava com Jesus à mesa: os discípulos que o abandonaram, Pedro que o negou e Judas que o traiu, e, apenas João, o seguiu até o Calvário.

Bibliografia
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin. Hagnos
Ensinador Cristão. Ano 16 - nº 62. CPAD
Enciclopédia da Vida de Jesus. Louis Claude Fillion. Central Gospel
Introdução ao Novo testamento. D.A. Carson, Douglas J. Moo, Leon Morris. Vida Nova
Teologia Sistemática. Stanley M. Horton. CPAD
Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. José Gonçalves. CPAD




Pr. Manoel Flausino
Diretor de Ensino e Superintendente de Escola Dominical, escritor, formado em Teologia, Pedagogia e especialista em Psicopedagogia e Gestão de Pessoas

01/06/2015

Lição 10 – Jesus e o dinheiro

Escola Bíblica Dominical Ass. de Deus Ministério Despertando Vidas
2º trimestre de 2015 –
Jesus, o Homem Perfeito. O Evangelho de Lucas, o médico amado

Lição 10 – Jesus e o dinheiro

Orientação Pedagógica
          Prezado professor, para o especialista em Psicologia Educacional, David Ausebel, o conhecimento prévio do aluno é a chave para a aprendizagem significativa: "O fator isolado mais importante que influencia o aprendizado é aquilo que o aprendiz já conhece". E ainda complementa: “A concepção de ensino e aprendizagem de Ausubel segue na linha oposta à dos behavioristas. Para ele, aprender significativamente é ampliar e reconfigurar ideias já existentes na estrutura mental e com isso ser capaz de relacionar e acessar novos conteúdos."
          Busque orientar seus alunos, procure mediar o conhecimento que eles já tem e trazem para sala de aula!
          Ao final deste post, estaremos esclarecendo os itens de um plano de aula.

Introdução:
          Sempre quando se fala sobre dinheiro aparece um ou outro que acaba ficando em cima do muro preferindo não optar ou posicionar-se sobre o assunto na vida do crente ou na vida da igreja.
          Apesar de observarmos alguns focando mais as riquezas do que o Reino. Precisamos entender que o dinheiro não deve tomar o lugar do Reino e serve-nos para nos manter, servir a igreja e aos irmãos:
De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos. Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas.” I Tm 6.6-12


          Ame a Deus e use o dinheiro, não faça o contrário!


1)      O dinheiro na cultura popular
          O que mais temos visto nos últimos tempos são pessoas tão amantes do dinheiro que acabam sendo presas por corrupção, mesmo já possuindo muita riqueza material e outras ainda realizando roubos e furtos para seu enriquecimento, não levando em consideração que isto é pecado, e ainda matando as pessoas, cometendo outro pecado.
          No mundo em que vivemos, as pessoas sem Deus, tem o dinheiro como um deus. Querem entesourar riquezas, não ajudam ao próximo, só pensam em si. São para estes que Jesus mencionou (Lc 18.24). Também para estas pessoas Tiago escreveu ((Tg 5.1-3)

          2) O dinheiro nas perspectiva de Jesus
          Há quem acredite que Jesus era rico. Existe inclusive um livro com o título de “O milionário de Cafarnaum”, mas Jesus em nenhum momento demonstrava isso, ou dificilmente enxergamos isso nos textos bíblicos. Vejamos:

“Jesus lhe respondeu: As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. (Mt 8.20)

“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e a Mamóm – dinheiro”  (Mt 6.24)

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões roubam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não roubam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Mt 6.19-20)

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.”    (Lc 12.15)

          Na perspectiva de Jesus, o dinheiro torna-se motivo de tropeço quando o coração do homem está nele: “Como é difícil aos ricos entrar no reino de Deus. De fato, mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus.” (Lucas 18.24)

          3) O jovem rico não conseguiu entender o reino de Deus
          Em nosso texto base, o jovem rico deixou uma oportunidade ímpar em sua vida. O mestre o chamou para ser seu discípulo e ele não aceitou. O motivo foi simples: o apego ao dinheiro e sua vida confortabilíssima:
a)      Ele tomou as atitudes certas:
- correu ao encontro de Jesus (Mc 10.17)
- Prostrou-se diante do Senhor (Mc 10.17)
- Fez a pergunta certa (Mc 10.17)
- Ele fazia as coisas certas, ou seja, obedecia as leis divinas (Mc 10.20)

b)      Ele tomou a atitude errada:
- Após Jesus pedir ao jovem para ir, vender o que ele tinha, dar aos pobres e assim teria um tesouro o céu, fez o convite para segui-lo, porém o rapaz retirou-se triste, porque possuía muitos bens. Após isso, Jesus falou:
“Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que tem riquezas!” (Lc 18.24)


          4) Os perigos da riqueza
          Os três maiores perigos das riquezas, de acordo com William Barclay, ao comentar esta história:
1º) As posses numerosas fomentam uma falsa independência.
          Quem tem bens materiais é inclinado a pensar que pode vencer qualquer situação inesperada. O dinheiro leva a pessoa a pensar que pode comprar o caminho da felicidade, bem como aquele que o livrará da dor. Pensa ainda que pode afastar todas as dificuldades sem Deus.

2º) As riquezas prendem as pessoas a este mundo.
"Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração." (Mt 6.21)
Se tudo o que o homem deseja pertence a este mundo, se todos os seus interesses estão centralizados aqui, nunca pensa em ir além disto. Apegado demasiadamente à Terra é possível esquecer que há um Céu.

3º) As riquezas tendem a fazer a pessoa egoísta.
          Por mais que possua é natural ao homem desejar um pouco mais. O suficiente é sempre um pouco mais do que se tem. A pessoa que chegou a desfrutar do luxo e da comodidade sempre tende a temer viver sem eles. A vida se converte em uma luta cansativa para reter o que se possui. O resultado é que quando o homem enriquece, em lugar de sentir o impulso de dar, só experimenta o desejo de prender-se às coisas. O seu instinto o leva a possuir mais e mais, em busca da segurança, que crê, as coisas lhe possam dar.
          O perigo das riquezas é que estas levam o homem a esquecer que perde o que retém e ganha aquilo que dá aos outros. 

          5) O Perigo da Teologia da prosperidade
          Não poderíamos deixar de abordar e alertar aos nossos irmãos quanto a esta idéia que tem permeado nas igrejas evangélicas e causado muitas distorções da interpretação da Palavra de Deus. C. H. Spurgeon asseverou: “nunca foi dito, "a quem o Senhor ama ele enriquece", mas sim, "a quem o Senhor ama ele corrige."
          Esta teologia trai o cristianismo verdadeiro de amar a deus, a sua Palavra, ser convertido de fato e verdade, ter comunhão com o próximo.  Sobre ela, Augustus Nicodemus Lopes diz-nos:
          “Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos reivindicar ou exigir dele. 
          Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.
          Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.
          Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.
          Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.
          Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demoníacos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.
          Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade, mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo. 
          Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco. 
          Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais aqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.
          Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem, mas a vontade soberana de Deus.
          Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus. 
          Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde.” 

          Alguns interpretam “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mt 6:33) trocando “todas estas coisas” por “todas as coisas” ou todas as demais coias” e isso faz uma diferença tremenda no contexto, pois Jesus está falando sobre o cuidado da vida, sobre o que comer e vestir e não sobre riquezas e bens. Pense nisso!

Conclusão
        
          O importante ressaltar que o problema não é a pessoa ter dinheiro, o problema é o que e como faz com o dinheiro que tem.
             Ninguém é tão pobre que não possa dar, nem é tão rico que não possa receber
Ser rico não é sobre quanto você tem, mas sim quanto você pode dar. De alguma forma quando você dá, você será mais feliz.
          A propósito, como tem utilizado o seu?
         
“Os ricos deste mundo não são favorecidos quanto às coisas espirituais, conforme o são quanto às coisas terrenas. Contudo, há ricos piedosos, tal como há esmoleiros que vão para o inferno.” R.N. Champlin

Bibliografia
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin. Hagnos
Ensinador Cristão. Ano 16 - nº 62. CPAD
Enciclopédia da Vida de Jesus. Louis Claude Fillion. Central Gospel
Introdução ao Novo testamento. D.A. Carson, Douglas J. Moo, Leon Morris. Vida Nova
Teologia Sistemática. Stanley M. Horton. CPAD
Lucas, O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. José Gonçalves. CPAD




O Plano de Aula

          Quando o professor entra em uma sala de aula, ele deve ter claro em sua mente o que irá ensinar, qual o conteúdo a ser ministrado, de que maneira abordará o assunto, quais recursos utilizará, ou seja, preparar bem sua aula. Todo esse preparo tem um nome específico e chama-se plano de aula. Um plano de aula é um instrumento de trabalho do professor, nele o docente especifica o que será realizado dentro da sala, buscando com isso aprimorar a sua prática pedagógica bem como melhorar o aprendizado dos alunos. 
          Na sua elaboração alguns pontos são muito importantes como:

• Os objetivos a serem alcançados com as aulas que serão ministradas;
Conteúdo que será ministrado em cada aula, o qual deve seguir uma linha cronológica do processo de aprendizagem;
• Os procedimentos utilizados para aprendizagem dos alunos, ou seja, são as fases da aprendizagem;
• Os recursos que serão utilizados para alcançar os objetivos;
• E, por último, as metodologias de avaliação, ou seja, as técnicas avaliativas que o professor utilizará para avaliar o aprendizado do educando.


         Desafie-se agora a fazer o seu plano de aula!

Pr. Manoel Flausino
Diretor de Ensino e Superintendente de Escola Dominical, escritor, formado em Teologia, Pedagogia e especialista em Psicopedagogia e Gestão de Pessoas